Uma retroescavadeira matou Ailton Aparecido Pretelli, de 54 anos, na noite de sexta-feira (21), em um garimpo ilegal dentro da Terra Indígena Serra Morena, distrito de Filadélfia, em Juína (MT). O operador da máquina atropelou Ailton ao não perceber sua presença próxima à escavadeira e esmagou suas pernas. Testemunhas relataram que a vítima agonizou por minutos até que colegas tentaram socorrê-la. Ailton morreu antes de chegar ao posto de saúde da cidade.
O motorista da retroescavadeira fugiu do local e até agora não apareceu. A Polícia Civil apura o caso, mas enfrenta dificuldades para acessar a região, dominada por lamaçais e pontes precárias.
Garimpeiros violam terra indígena e desafiam a lei
Grupos ilegais exploram minérios na Terra Indígena Serra Morena, desrespeitando leis ambientais e direitos dos povos originários. A área, protegida por legislação federal, não permite qualquer atividade de mineração. Ainda assim, garimpeiros operam livremente, movimentando máquinas pesadas e empregando mão de obra sem registros formais ou segurança.
Impunidade mantém ciclo de violência
As autoridades não conseguiram localizar o responsável pela morte de Ailton. A falta de registros trabalhistas e a clandestinidade do garimpo dificultam qualquer tipo de responsabilização. A maioria dos casos semelhantes termina sem julgamento ou punição. O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal já conhecem a situação em Serra Morena, mas realizam poucas operações na área.
Perguntas frequentes
Ailton Pretelli, de 54 anos, trabalhava em um garimpo clandestino e morreu após ser atropelado por uma retroescavadeira.
Uma retroescavadeira atropelou e matou um trabalhador durante atividade ilegal de mineração.
Porque opera dentro de uma terra indígena protegida por lei federal, sem autorização do Estado ou da Funai.






