Na última terça-feira (13), durante a partida entre San Lorenzo e Atlético pela Copa Libertadores, torcedores do San Lorenzo foram flagrados imitando gestos de macaco em direção à torcida atleticana. O incidente, ocorrido no Estádio Nuevo Gasómetro, em Buenos Aires, reacendeu, mais uma vez, o debate sobre o racismo nos estádios sul-americanos.
Gestos racistas registrados por fotógrafo
Gledson Chaves, fotógrafo que acompanha o atacante Hulk, capturou as imagens dos gestos racistas. Como Hulk estava lesionado e, por isso, não jogou, Chaves aproveitou a oportunidade para documentar o incidente. Em seguida, ele postou o vídeo em sua conta no Instagram com a legenda: “Até quando? #racista”. Imediatamente, a postagem gerou uma onda de indignação nas redes sociais, evidenciando o repúdio generalizado ao ato.
Reação da torcida e omissão da segurança
Enquanto a torcida do Atlético prontamente reagiu, entoando cânticos contra o racismo, a segurança presente no estádio, por outro lado, não tomou medidas imediatas para coibir os atos racistas. Só no intervalo do jogo, as autoridades decidiram reforçar o cordão de segurança entre as torcidas, tentando, assim, controlar a situação.
Reincidência de atos racistas na Libertadores
Este, infelizmente, não foi o primeiro caso de racismo envolvendo torcidas na atual edição da Libertadores. Na fase de grupos, por exemplo, torcedores do San Lorenzo já haviam protagonizado um incidente similar durante um jogo contra o Palmeiras. Além disso, torcedores do Atlético também sofreram atos racistas, desta vez por parte de um torcedor do Peñarol na Arena MRV.
Conmebol ainda não se pronunciou
A Conmebol, responsável pela organização da Libertadores, foi contatada para comentar o ocorrido. No entanto, até o momento, a entidade ainda não se manifestou oficialmente. Repetidos episódios de racismo nos estádios sul-americanos, portanto, ressaltam a necessidade urgente de medidas mais rigorosas para erradicar esse problema que persiste e prejudica, sem dúvida, a imagem do futebol na região.
