Na última segunda-feira (30), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu não atender ao pedido do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso (Sinjusmat) para detalhar os pagamentos de horas extras e diárias de servidores comissionados e ocupantes de funções de confiança. O caso gerou grande repercussão, sobretudo porque os valores registrados em algumas remunerações atingiram cifras elevadas, como R$ 40 mil na folha complementar de dezembro.
Motivos para a negativa do TJMT
De acordo com o documento assinado pela presidente do TJMT, desembargadora Clarice Claudino, a divulgação dos dados, conforme solicitado pelo sindicato, poderia trazer sérios riscos à segurança e à privacidade dos servidores. Segundo ela, o fornecimento dessas informações de maneira segmentada poderia expor dados pessoais sensíveis, além de aumentar o risco de violação do sigilo fiscal.
Além disso, a presidente do tribunal ressaltou que os pagamentos foram avaliados minuciosamente e que, após a análise, concluiu-se que todas as transações respeitaram os procedimentos administrativos vigentes. Apesar dessa justificativa, a decisão não diminuiu as críticas por parte dos servidores.
Valores elevados provocam questionamentos
Por outro lado, o montante pago a alguns servidores trouxe à tona um debate sobre a distribuição de recursos no TJMT. Por exemplo, a diretora do tribunal recebeu R$ 40 mil em horas extras no mês de dezembro. Mais impressionante ainda foi o total acumulado pela presidente Clarice Claudino, que recebeu R$ 641 mil em pagamentos complementares ao longo de 2023, além de mais de R$ 100 mil em 2024. Tais números geraram indignação entre servidores que alegam não ter recebido pagamentos proporcionais, apesar de também acumularem horas extras.
O posicionamento do Sinjusmat
Nesse contexto, o Sinjusmat lamentou a decisão do tribunal e destacou que a falta de transparência nos gastos pode enfraquecer a confiança dos servidores na administração pública. Conforme o sindicato, a divulgação de informações detalhadas não apenas promoveria mais clareza, mas também ajudaria a combater possíveis desigualdades nos pagamentos.
Desafios na busca por transparência
Entretanto, o caso também levanta um dilema frequente na gestão pública: como equilibrar a proteção de dados pessoais com a necessidade de garantir transparência? Apesar de o sigilo fiscal ser um direito protegido por lei, a sociedade demanda maior clareza sobre os critérios de remuneração, especialmente em instituições públicas.
Portanto, enquanto o tribunal justifica sua postura com base na segurança e na legalidade, os servidores pressionam por mais abertura. Assim, a questão evidencia um desafio importante para a administração pública, pois é necessário conciliar esses dois pilares para garantir a confiança da população e a eficiência na gestão dos recursos públicos.
Perguntas frequentes
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) alegou que divulgar os detalhes dos pagamentos poderia comprometer a integridade e segurança dos servidores. Segundo a presidente do tribunal, desembargadora Clarice Claudino, os dados solicitados, se apresentados de forma segmentada, poderiam expor informações pessoais e fiscais, violando o sigilo dos servidores.
Entre os valores destacados, estão os R$ 40 mil pagos à diretora do tribunal em horas extras apenas no mês de dezembro. Além disso, a presidente do TJMT, Clarice Claudino, recebeu um total de R$ 641 mil em 2023 e mais de R$ 100 mil em 2024, em folhas complementares. Esses montantes geraram questionamentos sobre a distribuição de recursos e a transparência nos pagamentos.
O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat) busca maior transparência na distribuição dos pagamentos, alegando que muitos servidores acumulam horas extras e ainda não receberam valores proporcionais. Para o sindicato, a falta de clareza sobre os critérios adotados pelo tribunal compromete a confiança dos servidores e levanta dúvidas sobre possíveis desigualdades.









