Na visita às obras do terminal no bairro CPA 3, o prefeito Abílio Brunini (PL) enfrentou questionamentos da comunidade sobre o cronograma de entrega e apontou falhas estruturais graves. Ele convidou uma moradora da região para vistoriar o local com ele e afirmou que a Prefeitura precisará aplicar mais de R$ 1 milhão para corrigir o que chamou de “erro estrutural” deixado pela gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD).
Falhas visíveis na obra
Segundo Brunini, a empreiteira contratada não executou o serviço em conformidade com o projeto e o cronograma, o que acarretou “gambiarra” e desperdício de recursos públicos. Ele classificou o terminal, que deveria atender milhares de usuários diariamente, como “exemplo de descaso com o dinheiro público”. Relatórios locais apontam que a reforma, prevista para modernizar a estrutura, parou e o terminal se transformou em cenário de abandono e insegurança para os usuários.
Impactos para os usuários e para a mobilidade
A estrutura do terminal CPA 3 foi projetada para dar suporte a cerca de 30 mil pessoas por dia, mas a paralisação da obra interrompeu essa meta e expôs usuários a condições precárias. Segundo relatos, a falta de conclusão gerou desorganização nos pontos de ônibus provisórios, iluminação insuficiente e risco maior à segurança, especialmente à noite. Essas falhas afetam diretamente a mobilidade urbana da capital do Estado e refletem sobre a qualidade dos serviços prestados à comunidade.
O que falta para a conclusão da obra
A Prefeitura informa que aguarda a definição de contratos para retomar os trabalhos e considera a finalização do terminal como prioridade. No entanto, a estimativa inicial de investimento já ultrapassa R$ 1 milhão para corrigir erros, refazer partes do projeto e dar condições adequadas à estrutura. Esse montante evidencia que os custos de ajustes foram elevados pela execução deficiente. Segundo o prefeito, refazer praticamente tudo será necessário para entregar um terminal funcional e seguro.
Reflexões para a gestão pública
O caso suscita algumas questões importantes: como evitar que projetos públicos sejam mal planejados ou mal executados? Qual o impacto político e financeiro para um município arcar com correções que decorrem de decisões passadas? E como garantir que as metas de mobilidade urbana realmente atendam a população sem atrasos ou desperdício de recursos? A resposta envolve fiscalização contínua, contratos transparentes e acompanhamento técnico rigoroso desde a concepção até a entrega.
Perguntas frequentes:
Porque a gestão atual identificou falhas no contrato anterior e suspendeu os trabalhos para reavaliar o projeto.
A Prefeitura estima mais de R$ 1 milhão para reformar e ajustar estrutura mal executada.
Gera desorganização, insegurança e atrasos no atendimento de milhares de usuários na região.


