O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sérgio Ricardo, vistoriou as obras do BRT (Bus Rapid Transit) em Cuiabá e Várzea Grande nesta quinta-feira (30). Durante a inspeção na Avenida do CPA, ele concluiu que o consórcio responsável pela construção não possui condições de concluir o projeto. Assim, Sérgio Ricardo recomendou que o governador Mauro Mendes (União) rompa o contrato com as empresas envolvidas.
TCE sugere que Mendes rompa contrato: “não estão trabalhando” pic.twitter.com/vtEfMdJuH4
— perrenguematogrosso (@perrenguemt) January 30, 2025
Sérgio Ricardo aponta falhas e sugere providências imediatas
De acordo com Sérgio Ricardo, as três empresas que compõem o consórcio não conseguem executar as etapas necessárias para a finalização da obra. Em suas palavras, “nós temos uma opinião formada no Tribunal de Contas de que essas três empresas definitivamente não têm condição de tocar e terminar essa obra”. Diante disso, ele ressaltou a necessidade de o governo estadual agir rapidamente para evitar mais atrasos.
Além disso, o TCE baseou sua análise em relatórios técnicos, que indicam problemas tanto no cronograma quanto na capacidade financeira do consórcio. A recomendação visa a garantir que a obra siga em um ritmo adequado e dentro dos padrões de qualidade exigidos.
Governo estadual mantém compromisso com a conclusão do BRT
Por outro lado, o governo do Estado continua empenhado em entregar o BRT como uma solução para a mobilidade urbana de Cuiabá e Várzea Grande. O modal substituirá o antigo projeto do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e promete agilizar o transporte público, reduzindo o tempo de deslocamento para milhares de usuários.
Entretanto, os desafios na execução do projeto geram preocupações. Ainda que existam dificuldades, o governo avalia opções para assegurar o cumprimento das metas do projeto, o que pode incluir uma nova licitação em caso de rompimento contratual.
Mobilidade urbana depende da continuidade do projeto
Especialistas em mobilidade urbana reforçam que a conclusão do BRT é essencial para solucionar os problemas de trânsito na região metropolitana. Assim, o governo de Mauro Mendes precisa tomar decisões estratégicas para garantir o sucesso da obra. Enquanto isso, a população aguarda medidas que tragam avanços concretos no transporte público das duas cidades.
Perguntas frequentes
O Tribunal de Contas do Estado (TCE), por meio do presidente Sérgio Ricardo, recomendou o rompimento do contrato devido à falta de capacidade do consórcio responsável em finalizar as obras. Relatórios técnicos indicam atrasos, problemas de execução e dificuldades financeiras das empresas envolvidas.
Se o governador Mauro Mendes optar pelo rompimento, o governo precisará realizar um novo processo de licitação para contratar outra empresa. Embora isso possa gerar um atraso temporário, a medida pode garantir que uma equipe mais qualificada assuma o projeto, acelerando a conclusão e melhorando a qualidade da obra.
O BRT promete melhorar significativamente o transporte público entre Cuiabá e Várzea Grande. Ele oferece um sistema de ônibus rápido, eficiente e com maior capacidade de transporte, reduzindo o tempo de deslocamento para milhares de usuários diariamente. Além disso, o projeto busca substituir o antigo VLT, que não foi concluído, e atender à crescente demanda por transporte nas regiões metropolitanas.









