Um tanque de amônia explodiu na manhã desta terça-feira (7) em um frigorífico de Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá (MT). O impacto da explosão forçou a evacuação imediata de todos os funcionários e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Samu, que atuam no controle do vazamento e na inspeção da área.
As equipes isolaram o local e interromperam todas as atividades da unidade. Até o momento, nenhum trabalhador sofreu ferimentos, segundo o Corpo de Bombeiros. Técnicos do Instituto de Defesa Agropecuária (INDEA) e da Secretaria Estadual de Meio Ambiente também avaliam os riscos ambientais e monitoram possíveis contaminações no entorno.
Amônia: essencial para refrigeração, mas de alto risco
O frigorífico usava amônia líquida em seu sistema de refrigeração. Essa substância, apesar de eficiente no resfriamento industrial, apresenta alto potencial tóxico e explosivo. Por isso, as empresas devem seguir rigorosamente as normas NR-13 e ASME VIII, que tratam da segurança de caldeiras e vasos de pressão.
Peritos investigam causas da explosão
A Polícia Civil e a Politec de Mato Grosso investigam as causas da explosão. A principal suspeita aponta para falha mecânica no sistema de controle de pressão. Os peritos também analisam a possibilidade de erro humano ou superaquecimento do tanque.
O frigorífico suspendeu as operações e colabora com as autoridades para esclarecer o caso. A empresa deve divulgar uma nota oficial nas próximas horas.
O caso evidencia a urgência de revisão nos protocolos de segurança industrial em Mato Grosso. O estado abriga centenas de frigoríficos que manipulam substâncias inflamáveis e tóxicas diariamente.
Perguntas frequentes
Falhas em válvulas, superaquecimento ou pressão excessiva dentro dos tanques.
Sim. Vazamentos podem liberar gases tóxicos que irritam olhos, garganta e pulmões.
A NR-13 e o código ASME VIII, que exigem inspeções e tanques reforçados.


