Na madrugada desta segunda-feira (30), a enchente do Rio Taquari encobriu por completo a “Negretti Skatepark”, localizada no centro de Lajeado (RS). Como resultado, o espaço esportivo virou um lago improvisado, com reflexos das luzes públicas dançando sobre a água barrenta. A pista, situada entre a Avenida Décio Martins Costa e a Rua Bento Rosa, desapareceu sob a inundação que tomou conta da região.
Além disso, a iluminação urbana seguiu funcionando, o que contribuiu para o cenário surreal. O que era para ser um ponto de encontro e prática esportiva virou uma imagem simbólica do impacto das cheias que afetam o município com frequência.
Inaugurada em março, pista já sofre sua segunda enchente
Embora tenha sido inaugurada há poucos meses, em março de 2024, a Negretti Skatepark já enfrentou duas enchentes severas. A primeira, em maio, marcou a maior cheia da história do Rio Grande do Sul. Agora, apenas algumas semanas depois, a pista volta a ser atingida. Com isso, os reparos feitos após a enchente anterior se mostram insuficientes diante da nova invasão das águas.
Conforme dados da Defesa Civil, o Rio Taquari ultrapassou a cota de inundação de 19 metros no domingo (29). Esse aumento repentino ocorreu principalmente devido às chuvas intensas nas cabeceiras da Bacia Taquari-Antas. Como consequência, a chamada “Rua do Valão” foi uma das primeiras a alagar, por ser uma área com drenagem deficiente.
Falta de planejamento urbano agrava prejuízos repetitivos
Por outro lado, o problema vai além do volume de água. A repetição do dano em um espaço recém-construído expõe a falta de planejamento urbano eficiente. Apesar de o município ter investido em lazer e inclusão com a nova pista, não implementou obras de proteção compatíveis com a realidade local. Assim, a estrutura permanece vulnerável.
Além disso, especialistas em urbanismo já haviam alertado para os riscos de investir em infraestrutura pública em áreas propensas a alagamentos, sem medidas compensatórias. Portanto, a negligência no enfrentamento das enchentes se reflete diretamente na perda de equipamentos públicos e no desperdício de recursos.
Perguntas frequentes
Se não houver nova reforma ou proteção, o risco é alto.
A obra custou cerca de R$ 480 mil até agora.
Até o momento, não há projetos confirmados pela Prefeitura.






