“Tail strike”: avião da latam arrasta cauda no chão antes de decolagem. Veja vídeo:

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Na manhã do último domingo, um incidente incomum ocorreu no Aeroporto de Milão-Malpensa, envolvendo uma aeronave da Latam Airlines. Durante a decolagem de um voo programado para São Paulo, o avião sofreu o chamado “tail strike”, termo utilizado na aviação para descrever quando a cauda da aeronave toca o solo durante a manobra de decolagem ou pouso. O evento despertou a atenção das autoridades e levantou questões sobre a segurança do procedimento.

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O que é “Tail Strike” e suas consequências

O “tail strike” ocorre quando a cauda de uma aeronave se inclina demasiadamente para baixo, ao ponto de entrar em contato com a pista durante a decolagem ou aterrissagem. Isso pode acontecer por uma série de fatores, como erro humano, condições meteorológicas adversas ou problemas técnicos com o avião. Quando a cauda toca o solo, ela pode sofrer danos estruturais, o que pode comprometer a segurança da aeronave e exigir reparos significativos.

No incidente ocorrido com a Latam, a cauda do avião arrastou-se no asfalto durante a aceleração para decolar. Felizmente, a tripulação percebeu o ocorrido rapidamente e conseguiu interromper a decolagem a tempo. O avião retornou ao portão de embarque para inspeções e reparos, e os passageiros desembarcaram sem ferimentos.

Desdobramentos imediatos

Após o incidente, a Latam Airlines emitiu um comunicado oficial confirmando o ocorrido e destacando que a tripulação seguiu todos os procedimentos de segurança recomendados. A empresa informou que os passageiros afetados foram acomodados em outros voos e receberam assistência, conforme exigido pelas normas internacionais de aviação. O voo que tinha como destino o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, foi remarcado para outro horário, após as devidas verificações de segurança.

A aeronave envolvida no incidente passou por uma rigorosa inspeção técnica antes de ser liberada para voar novamente. Embora não tenham sido registrados danos maiores na estrutura do avião, especialistas afirmam que esse tipo de evento pode resultar em custos consideráveis para as companhias aéreas, tanto em termos de reparos quanto em perda de confiança dos passageiros.

Possíveis causas do incidente

O “tail strike” pode ocorrer por diferentes razões, como uma sobrecarga do avião. Erro de cálculo do piloto ou até mesmo um problema técnico nos controles de decolagem. Em alguns casos, um ângulo de subida muito acentuado ao iniciar a decolagem pode fazer com que a cauda toque o chão. A Latam ainda não divulgou as causas exatas do incidente em Milão. Mas a empresa afirmou que está colaborando com as autoridades aeroportuárias para investigar o ocorrido.

O piloto responsável pelo voo, ao perceber que algo não estava correto. Reagiu rapidamente, cancelando a decolagem e trazendo o avião de volta ao ponto de partida, evitando maiores danos. Esse tipo de ação imediata demonstra a importância de um treinamento rigoroso para as tripulações e o uso de procedimentos de segurança que visam minimizar riscos.

Precedentes de “tail strike” na aviação

Incidentes de “tail strike” não são comuns, mas também não são inéditos na aviação. Esse tipo de evento já ocorreu com diversas companhias aéreas ao redor do mundo. Embora a maioria dos casos não resulte em acidentes graves, o “tail strike” representa um risco potencial significativo, especialmente se não detectado rapidamente. Em casos mais severos, o contato prolongado da cauda com o solo pode causar danos à fuselagem, comprometendo a integridade estrutural da aeronave.

Um caso famoso aconteceu em 2001, quando um Airbus A340 da companhia aérea Emirates sofreu um “tail strike” durante a decolagem em Melbourne, na Austrália. O incidente resultou em danos consideráveis à parte traseira da aeronave, mas, assim como no caso da Latam. A tripulação conseguiu evitar uma tragédia ao abortar a decolagem.

O incidente em Milão chamou a atenção para a importância dos procedimentos de segurança e da rápida tomada de decisão por parte das tripulações em situações de risco. A Latam Airlines agiu de maneira exemplar ao seguir os protocolos estabelecidos, garantindo a segurança de todos a bordo. A investigação sobre as causas do “tail strike” ainda está em andamento. Mas o ocorrido reforça a necessidade de constante vigilância e manutenção técnica rigorosa por parte das companhias aéreas.

Esses episódios, embora raros, servem como lembrete para que todas as partes envolvidas na aviação mantenham seus altos padrões de segurança. Assegurando que os passageiros continuem a confiar no transporte aéreo como uma das formas mais seguras de viagem.

Lucas

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