“Tá liberado matar?”, pergunta mãe de adolescente morto após agressões. Veja vídeo:

A tragédia que culminou na morte do estudante Carlos Teixeira Gomes Ferreira Nazarra, de 13 anos, em Praia Grande, litoral de São Paulo, continua a repercutir. Quase três meses após o incidente, a mãe do jovem, Michele de Lima Teixeira, divulgou um vídeo nas redes sociais clamando por justiça e relatando que a vida da família foi devastada pela perda. Carlos faleceu em 16 de abril na Santa Casa de Santos, após sofrer agressões de colegas na Escola Estadual Júlio Pardo Couto.

https://twitter.com/perrenguemt/status/1812873049231753725?s=46

No vídeo, Michele questiona a impunidade dos responsáveis e o impacto devastador na sua família. “Eles destroem uma família inteira, destroem a minha vida, destroem a vida do meu filho. Eu cuidei a vida toda do meu filho. Matam o meu filho e fica por isso mesmo”, desabafou. A mãe ainda relata que a família não teve acesso às imagens de monitoramento da escola e ao laudo oficial sobre a causa da morte de Carlos.

Carlos foi agredido por dois colegas que pularam em suas costas, resultando em lesões graves que o levaram à morte após uma semana de internação. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou broncopneumonia bilateral como a causa da morte, decorrente das agressões sofridas. O adolescente havia sido levado ao pronto-socorro diversas vezes antes de ser transferido para a Santa Casa de Santos em estado crítico.

A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo informou que a Diretoria de Ensino de São Vicente instaurou uma apuração preliminar e está colaborando com as autoridades nas investigações. A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo registrou o caso como morte suspeita e está conduzindo uma investigação detalhada.

O caso de Carlos provocou uma onda de indignação e pedidos de justiça, destacando problemas de violência e bullying nas escolas. A família de Carlos, além de lidar com a dor da perda, enfrenta ameaças de parentes dos suspeitos. A comunidade e várias entidades pedem uma resposta rápida e eficaz das autoridades para evitar que casos similares se repitam.

O apelo por justiça de Michele Teixeira ecoa em um país que ainda luta para lidar com a violência nas escolas e a proteção dos jovens. Este caso trágico serve como um lembrete urgente da necessidade de políticas eficazes para garantir a segurança e o bem-estar dos estudantes nas instituições de ensino.

Lucas

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