A tragédia que culminou na morte do estudante Carlos Teixeira Gomes Ferreira Nazarra, de 13 anos, em Praia Grande, litoral de São Paulo, continua a repercutir. Quase três meses após o incidente, a mãe do jovem, Michele de Lima Teixeira, divulgou um vídeo nas redes sociais clamando por justiça e relatando que a vida da família foi devastada pela perda. Carlos faleceu em 16 de abril na Santa Casa de Santos, após sofrer agressões de colegas na Escola Estadual Júlio Pardo Couto.
No vídeo, Michele questiona a impunidade dos responsáveis e o impacto devastador na sua família. “Eles destroem uma família inteira, destroem a minha vida, destroem a vida do meu filho. Eu cuidei a vida toda do meu filho. Matam o meu filho e fica por isso mesmo”, desabafou. A mãe ainda relata que a família não teve acesso às imagens de monitoramento da escola e ao laudo oficial sobre a causa da morte de Carlos.
Carlos foi agredido por dois colegas que pularam em suas costas, resultando em lesões graves que o levaram à morte após uma semana de internação. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou broncopneumonia bilateral como a causa da morte, decorrente das agressões sofridas. O adolescente havia sido levado ao pronto-socorro diversas vezes antes de ser transferido para a Santa Casa de Santos em estado crítico.
A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo informou que a Diretoria de Ensino de São Vicente instaurou uma apuração preliminar e está colaborando com as autoridades nas investigações. A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo registrou o caso como morte suspeita e está conduzindo uma investigação detalhada.
O caso de Carlos provocou uma onda de indignação e pedidos de justiça, destacando problemas de violência e bullying nas escolas. A família de Carlos, além de lidar com a dor da perda, enfrenta ameaças de parentes dos suspeitos. A comunidade e várias entidades pedem uma resposta rápida e eficaz das autoridades para evitar que casos similares se repitam.
O apelo por justiça de Michele Teixeira ecoa em um país que ainda luta para lidar com a violência nas escolas e a proteção dos jovens. Este caso trágico serve como um lembrete urgente da necessidade de políticas eficazes para garantir a segurança e o bem-estar dos estudantes nas instituições de ensino.



