Suspeito morre em confronto durante operação que investiga desaparecimento de jovem em Colíder; veja vídeo

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (16), a Operação Caronte para localizar Vitor Ursolino, de 23 anos, desaparecido desde a última quinta-feira (11), em Colíder. A investigação aponta que integrantes de uma facção criminosa sequestraram o jovem e o levaram para um suposto “tribunal do crime”. Durante a ação, policiais da Core entraram em confronto com um dos investigados, que morreu no local.

As equipes cumpriram dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão contra suspeitos ligados ao grupo criminoso. A Polícia Civil reuniu provas ao longo da investigação e solicitou as medidas judiciais ao Plantão da Comarca de Colíder. A Justiça autorizou os mandados com base nos elementos apresentados pelos investigadores.

Até o momento, os policiais não encontraram Vitor Ursolino. As buscas continuam em diferentes pontos da região. Paralelamente, os investigadores aprofundam a apuração para identificar outros participantes do crime e esclarecer o destino da vítima.

Polícia concentra esforços para localizar vítima

A Polícia Civil mobilizou equipes de Colíder, Alta Floresta, Nova Canaã do Norte e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core). Os policiais cumpriram as ordens judiciais em endereços relacionados aos suspeitos investigados.

Durante uma das abordagens, os agentes localizaram Ilael Macedo da Silva, de 26 anos. Segundo a polícia, ele pegou uma arma de fogo e avançou contra a equipe. Diante da ameaça, os policiais reagiram e neutralizaram o suspeito.

Além disso, a operação ampliou o alcance das investigações sobre a atuação de facções criminosas na região norte de Mato Grosso. Os investigadores analisam informações, coletam novos elementos e realizam diligências para localizar a vítima o mais rápido possível.

Facção teria levado jovem para julgamento clandestino

A investigação indica que criminosos retiraram Vitor Ursolino de seu convívio social e o encaminharam para um suposto “tribunal do crime”. Facções utilizam essa prática para impor punições ilegais sem qualquer respaldo jurídico.

Os investigadores trabalham com a hipótese de que o grupo tenha submetido a vítima a uma espécie de julgamento clandestino. Por isso, a Polícia Civil trata o caso como prioridade máxima e mantém equipes dedicadas exclusivamente à localização do jovem.

Enquanto isso, os agentes monitoram suspeitos, cruzam informações e executam novas diligências para avançar na investigação.

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