O clima de tensão em Laranjal do Jari, no sul do Amapá, escalou rapidamente após o assassinato do policial civil Mayson Viana de Freitas, 38 anos, dentro da delegacia da cidade, na sexta-feira (22). O suspeito, após cometer o crime, fez uma família de refém e iniciou uma transmissão ao vivo nas redes sociais.
Veja vídeo:
Reprodução: Luizz Bacci pic.twitter.com/9sRNY1o5wY
— Perrengue2 (@perrengue2025) August 23, 2025
A morte do policial e o início do sequestro
Lucas de Souza Nonato foi preso na sexta-feira e estava sendo apresentado na Delegacia de Laranjal do Jari quando, de forma inesperada, conseguiu pegar a arma do policial Mayson e atirou várias vezes contra ele. Mayson, integrante da turma de 2018 da Polícia Civil, ainda recebeu atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Após o homicídio, o suspeito fugiu em uma motocicleta e se dirigiu à residência de um morador, onde manteve a mulher e a criança reféns.
A transmissão ao vivo e a negociação com a polícia
Enquanto mantinha as vítimas sob seu poder, Lucas fez uma transmissão ao vivo nas redes sociais. Durante a gravação, ele criticou a sociedade, dizendo que, por ter antecedentes criminais, as pessoas só o viam como “bandido” e que ele acabaria morto naquele dia. A mulher refém, visivelmente angustiada, apareceu chorando, dizendo que Lucas aguardava uma resposta da polícia sobre seu pedido por um colete balístico.
Equipes se mobilizam para operação
A operação para prender Lucas envolve diversas unidades especializadas, incluindo a Polícia Militar, Polícia Civil e o Grupo Tático Aéreo (GTA), com o objetivo de resgatar as vítimas com segurança. O delegado-geral da Polícia Civil, Cézar Vieira, afirmou que a prioridade era garantir a integridade das vítimas e evitar mais tragédias.
Perguntas frequentes:
Lucas fez a transmissão para afirmar que pretendia morrer e expressar sua revolta com a sociedade, que o via apenas como “bandido”.
A polícia iniciou uma negociação e cerco para garantir a segurança das vítimas e prender Lucas, enquanto tentava atender às suas exigências.
Mayson foi morto a tiros dentro da delegacia de Laranjal do Jari, após o suspeito pegar a sua arma durante a apresentação e disparar contra ele.
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