A Polícia Militar prendeu nesta terça-feira (3), em Barra do Garças (MT), um homem de 33 anos que atacou a ex-companheira, de 39 anos, e a filha dela, de 18, durante a festa de aniversário da mulher. O crime ocorreu no domingo (1º) e a Polícia Civil investiga o caso como tentativa de feminicídio.
O tenente-coronel Cleiton Viana de Moura afirmou que o suspeito não aceitou o fim do relacionamento e decidiu cometer o ataque. Policiais localizaram o homem por volta das 13h, no bairro Mangueiras. Eles apreenderam uma faca apontada como a arma usada no crime, um celular e uma porção de cocaína.
Em depoimento, o suspeito declarou que consumiu drogas antes do ataque e reagiu após ver a ex-companheira abraçada com outro homem durante a confraternização.
Suspeito retorna armado e desfere golpes durante comemoração
Testemunhas relataram que o homem participou da festa, deixou a residência e voltou horas depois com uma faca. Ele desferiu vários golpes contra a ex-companheira e contra a enteada.
Durante o ataque, um bebê de sete meses — filho da mulher com o suspeito — permaneceu na casa. O namorado da jovem pegou a criança no colo e tentou fugir, mas caiu. Outra pessoa levou o bebê para dentro da residência. A criança não sofreu ferimentos.
Após esfaquear as vítimas, o suspeito quebrou móveis e eletrodomésticos e fugiu em uma motocicleta amarela.
O Corpo de Bombeiros socorreu as duas mulheres e as encaminhou para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). A equipe médica não divulgou o estado de saúde até o momento.
Mulher já havia denunciado ameaças
A vítima registrou boletim de ocorrência por ameaça anteriormente e solicitou medida protetiva com base na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006). A Justiça concedeu a proteção. A Polícia Civil agora apura se o suspeito descumpriu a decisão judicial antes do ataque.
A legislação brasileira classifica como feminicídio o homicídio cometido contra a mulher por razões da condição de sexo feminino, especialmente em contextos de violência doméstica e familiar. Autoridades de segurança pública registram que muitos casos ocorrem após o término do relacionamento, quando o agressor não aceita a separação.
Perguntas frequentes
É quando alguém tenta matar uma mulher por razões ligadas à violência doméstica ou ao menosprezo à condição feminina.
A Justiça pode decretar prisão preventiva e agravar a situação criminal do suspeito.
Porque alguns agressores não aceitam a separação e tentam manter controle sobre a vítima por meio da violência.



