A Polícia Civil prendeu, na terça-feira (29), Bruna Kauanny Cardoso Sales, de 24 anos, durante a investigação sobre o roubo e as agressões contra o vereador Wesley Cláudio (Novo) e a família dele, em Rondonópolis, a 212 quilômetros de Cuiabá. Segundo as informações divulgadas, Bruna não possui antecedentes criminais.
A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) realizou a prisão durante diligências para identificar os envolvidos no ataque ocorrido na madrugada de segunda-feira (28). Segundo a investigação, Bruna teria ajudado na logística do crime, disponibilizado um veículo usado pelos suspeitos e recebido parte do dinheiro e dos objetos roubados.
Durante as diligências, os investigadores apreenderam aproximadamente R$ 17 mil em dinheiro, uma aliança pertencente a uma das vítimas, dois capacetes e 15 munições calibre .40, além de outros materiais. A equipe policial encaminhou os itens para análise e utiliza os objetos na investigação sobre a participação de cada suspeito.
Polícia investiga divisão de tarefas
A investigação aponta que os envolvidos teriam dividido as tarefas durante o crime. Segundo a Polícia Civil, alguns suspeitos atuaram diretamente dentro da residência, enquanto outros forneceram apoio logístico ou ajudaram a guardar dinheiro e objetos depois do roubo.
A Polícia Civil autuou Bruna, em tese, pelos crimes de roubo e tortura. Os investigadores continuam as diligências para identificar outros participantes, recuperar os bens levados da residência e esclarecer a função desempenhada por cada pessoa durante o ataque.
Um homem de 20 anos, que os investigadores identificaram como possível participante da ação, continua foragido. As equipes também procuram outros suspeitos e verificam quais pessoas podem ter ajudado na preparação, execução ou fuga do grupo.
Vereador e família sofreram agressões
Wesley Cláudio, a esposa e os dois filhos estavam dentro da residência quando os criminosos invadiram o imóvel. O grupo rendeu a família e manteve as vítimas sob ameaças e violência durante o assalto.
Durante a ação, os criminosos exigiram R$ 1 milhão. Eles afirmaram que tinham informações de que o vereador guardava o dinheiro dentro da residência. Como não encontraram a quantia, os suspeitos continuaram pressionando as vítimas para descobrir onde estava o valor.
Os criminosos agrediram Wesley com coronhadas e cortaram parte da orelha dele. O grupo também agrediu a esposa do vereador e a enforcou durante o ataque. Depois, os suspeitos levaram aproximadamente R$ 42 mil, celulares, alianças, bijuterias e o veículo da família.
Polícia procura outros envolvidos
A Polícia Civil mantém as diligências para localizar os demais suspeitos e recuperar os objetos roubados. Os investigadores também analisam os materiais apreendidos durante a operação e cruzam informações para identificar a participação de cada integrante do grupo.
A equipe policial localizou o veículo levado da família e encaminhou o automóvel para perícia. Os investigadores também analisam imagens de câmeras de segurança e outros vestígios encontrados durante a apuração.
A investigação ainda pode identificar novas pessoas envolvidas no planejamento ou na execução do crime. A Polícia Civil continua procurando o homem de 20 anos e outros possíveis participantes que ainda não foram localizados.
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