Silêncio, velas e ondas: como a Austrália reagiu ao ataque antissemita que chocou Sydney; veja vídeo; veja vídeo

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Milhares de pessoas participaram, neste domingo (21/12), de um minuto de silêncio em praias de Sydney para lembrar as vítimas de um ataque antissemita ocorrido durante uma celebração judaica. A homenagem reuniu moradores, lideranças comunitárias e visitantes em um gesto coletivo marcado por velas e reflexões sobre “a luz contra a escuridão”.

O ato simbólico reforçou o impacto nacional do atentado e abriu espaço para debates sobre memória, segurança e convivência em um país conhecido pela diversidade cultural.

Uma praia transformada em espaço de luto

A cerimônia aconteceu em um dos pontos mais conhecidos da cidade, a Bondi Beach, que se transformou em cenário de recolhimento. Participantes acenderam velas e permaneceram em silêncio, muitos visivelmente emocionados.

Autoridades locais discutem com representantes da comunidade judaica a criação de um memorial permanente na praia. A proposta inclui também a instituição de um dia nacional de luto no início de 2026, como forma de manter viva a lembrança das vítimas.

O ataque e a investigação em curso

O atentado ocorreu em 14 de dezembro, durante uma reunião para a festa judaica de Hanukkah. Segundo a polícia, Sajid Akram, de 50 anos, e seu filho, Naveed Akram, de 24, abriram fogo contra os participantes do evento.

Sajid morreu no local. Naveed sobreviveu, está hospitalizado sob forte vigilância e foi indiciado por terrorismo e 15 assassinatos. As autoridades afirmam que o ataque teve motivação ligada à ideologia do Estado Islâmico, informação que ampliou o alerta sobre extremismo no país.

O caso segue sob investigação, com foco em possíveis conexões, falhas de segurança e medidas de prevenção a novos ataques.

Homenagens que vieram do mar

Além do ato oficial, manifestações espontâneas marcaram os dias seguintes ao atentado. Na sexta-feira, centenas de surfistas e nadadores entraram no mar e formaram um grande círculo nas ondas, em silêncio.

No sábado, salva-vidas realizaram três minutos de silêncio à beira-mar. Muitos se abraçaram e choraram. As imagens circularam pelas redes sociais e se tornaram símbolo de solidariedade nacional, reforçando a ideia de que a resposta ao ódio também pode vir por gestos simples.

A comoção ultrapassou Sydney e alcançou outras cidades da Austrália, reacendendo discussões sobre tolerância religiosa, políticas de segurança e o papel da memória coletiva diante da violência.

O que motivou o minuto de silêncio nas praias?

O gesto lembrou as vítimas do ataque antissemita ocorrido durante uma celebração judaica.

O que acontecerá com o local do atentado?

Há discussões para criar um memorial permanente e um dia nacional de luto.

As homenagens continuam?

Sim. Atos espontâneos seguem ocorrendo em diferentes pontos do país.

Fabíola Maria Costa Silva

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