A presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), tenta evitar que mais de 5 mil servidores municipais entrem em greve por causa do corte no pagamento do adicional de insalubridade. A decisão, tomada pela Prefeitura após recomendação do Ministério Público, condiciona o benefício a laudos técnicos e à setorização dos ambientes de trabalho. O impasse abriu uma crise que ameaça paralisar serviços essenciais na capital.
Prefeitura muda critérios e reduz gastos
A gestão municipal pagava o adicional de insalubridade de forma generalizada, sem que estudos técnicos comprovassem o risco em determinadas funções. Segundo a administração, a falta de critérios causava prejuízos milionários aos cofres públicos e era necessário corrigi-la. Agora, a prefeitura manterá o pagamento apenas para quem realmente trabalha em condições insalubres, que laudos e análises ambientais comprovem. A Prefeitura e o Ministério Público firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta que cobra um controle mais rigoroso sobre os benefícios que a administração paga aos servidores.
O objetivo da mudança é reduzir distorções e garantir que o adicional chegue a quem realmente se expõe a riscos. No entanto, o corte atingiu diversas categorias, especialmente na área da saúde, que alegam perdas salariais expressivas.
Servidores reagem e cobram negociação
Após o anúncio das novas regras, sindicatos e representantes dos servidores pressionaram o Executivo municipal por diálogo. A presidente da Câmara, Paula Calil, anunciou que tentará reunir o prefeito Abilio Brunini e a secretária de Saúde, Danielle Carmona, para buscar um acordo que evite a greve. A intenção é encontrar uma alternativa que preserve os direitos dos trabalhadores sem comprometer o equilíbrio financeiro da Prefeitura.
Enquanto isso, cresce a tensão nos bastidores da Câmara e do Executivo. Parlamentares aliados e de oposição avaliam o impacto político que uma paralisação dessa dimensão pode causar no município.
Clima de incerteza e risco de paralisação
Caso as negociações não avancem, a paralisação poderá afetar diretamente o funcionamento de postos de saúde, escolas e outros serviços públicos. Trabalhadores da saúde já sinalizam disposição para cruzar os braços, alegando que atuam em condições insalubres e que o corte é injusto.
Paula Calil tenta se firmar como mediadora em meio ao impasse, mas a pressão cresce de todos os lados. O cenário indica que as próximas semanas serão decisivas para definir se o diálogo será suficiente para conter a crise ou se Cuiabá enfrentará mais uma greve de servidores municipais.
Perguntas e respostas
A falta de laudos técnicos sustentava o pagamento do benefício, que precisava seguir critérios mais rigorosos.
A presidente da Câmara, Paula Calil, busca intermediar uma reunião entre a Prefeitura e os servidores.
A medida pode impactar mais de cinco mil trabalhadores municipais, que podem aderir à paralisação.



