O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, afirmou que a atual situação financeira de Várzea Grande é consequência de décadas de má gestão administrativa. Segundo ele, a prefeita Flávia Moretti recebeu um município com graves dificuldades estruturais e fiscais, incluindo problemas no Departamento de Água e Esgoto (DAE) e uma dívida crescente de precatórios.
Durante a declaração, Sérgio Ricardo afirmou que os desafios enfrentados pela atual administração não surgiram recentemente, mas são resultado de problemas acumulados ao longo de vários anos. Para o presidente do TCE-MT, a gestão municipal precisará de planejamento e medidas técnicas para recuperar a capacidade financeira do município.
Presidente do TCE aponta cenário crítico
Ao comentar a situação de Várzea Grande, Sérgio Ricardo afirmou que o município foi entregue à atual prefeita em condições que classificou como inviáveis do ponto de vista administrativo e financeiro.
Segundo ele, entre os principais problemas estão a situação do DAE, que descreveu como um sistema quebrado, além do crescimento da dívida relacionada aos precatórios, que pressiona o orçamento da prefeitura e dificulta novos investimentos.
Problemas se acumulam há anos
Na avaliação do presidente do Tribunal de Contas, os desafios enfrentados pela administração municipal são consequência de sucessivas gestões e não podem ser atribuídos exclusivamente ao atual governo.
Sérgio Ricardo defendeu que o município precisa construir soluções técnicas para reorganizar as contas públicas, recuperar a capacidade de investimento e garantir a continuidade dos serviços essenciais prestados à população.
Mesa técnica busca alternativas
As declarações foram feitas no contexto das discussões sobre os precatórios de Várzea Grande. O município instalou uma mesa técnica para analisar receitas, despesas e a capacidade orçamentária da prefeitura, com o objetivo de encontrar alternativas para o pagamento das dívidas judiciais.
Segundo Sérgio Ricardo, iniciativas como essa podem contribuir para a recuperação financeira do município, permitindo que a administração enfrente passivos acumulados ao longo dos anos e estabeleça um planejamento mais sustentável para as finanças públicas.



