“Ser presidente é correr risco”: deputado critica tornozeleira em Bolsonaro e aponta exagero do STF; Veja vídeo

A imposição de tornozeleira eletrônica ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) continua gerando debates intensos no meio político. Nesta sexta-feira (18), o deputado estadual Júlio Campos (União) classificou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) como um “exagero” e fez duras críticas ao que considera uma postura precipitada do Judiciário. Em entrevista à imprensa, o parlamentar não escondeu sua insatisfação e apontou que, no Brasil, exercer a presidência da República se tornou um risco constante.

A fala de Júlio se soma a um coro crescente de aliados de Bolsonaro que veem nas medidas cautelares impostas pelo STF uma ação desproporcional. Para ele, o uso da tornozeleira, medida comumente aplicada a suspeitos de crimes com risco de fuga ou reincidência, não se justifica no caso do ex-mandatário.

Um gesto simbólico que acende alertas

A tornozeleira eletrônica colocada em Bolsonaro foi determinada como parte do inquérito que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado. O episódio ocorreu enquanto o ex-presidente prestava depoimento à Polícia Federal. Apesar de ainda não haver condenação, o dispositivo tem um peso simbólico expressivo e reforça a gravidade das acusações em análise.

Críticos da medida, como Júlio Campos, argumentam que esse tipo de decisão pode agravar a polarização política e alimentar ainda mais a narrativa de perseguição, já bastante difundida entre os apoiadores do ex-presidente.

O STF e a crítica à “precipitação”

O Supremo Tribunal Federal foi alvo direto da fala de Campos. Para o deputado, a Corte deveria agir com mais prudência diante de figuras públicas de grande representatividade. Ele também mencionou que o Brasil precisa repensar como trata seus líderes após o fim de seus mandatos, sugerindo que a instabilidade jurídica afeta a confiança institucional.

No entanto, defensores da decisão do STF destacam que ninguém está acima da lei e que o monitoramento eletrônico é uma forma de garantir o andamento adequado das investigações.

Clima político ainda mais tenso

A repercussão da tornozeleira vai além do ambiente jurídico. O caso intensificou os embates ideológicos e evidenciou a divisão entre os poderes. Com as eleições municipais se aproximando, é possível que a situação de Bolsonaro continue influenciando o cenário político.

Perguntas e respostas

Por que Júlio Campos criticou o STF?
Ele considera a tornozeleira imposta a Bolsonaro um exagero e precipitação.

A tornozeleira significa que Bolsonaro está condenado?
Não. É uma medida cautelar durante as investigações.

O que representa politicamente o uso do dispositivo?
Simboliza a gravidade do processo e aumenta a tensão entre Judiciário e aliados de Bolsonaro.

Fabíola Maria Costa Silva

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