O senador Wellington Fagundes (PL) cometeu um erro durante a cerimônia de posse da nova reitoria da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que aconteceu na noite de quinta-feira (17). Durante seu discurso, ele se confundiu e, em vez de mencionar os povos indígenas chiquitanos, os chamou de “chiquititas”, criando uma situação desconfortável. A etnia em questão habita a região de Vila Bela da Santíssima Trindade, localizada a 523 km de Cuiabá.
O deslize no discurso
Ao falar sobre a cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade, o senador destacou a necessidade de políticas públicas específicas para essa região de fronteira, que fica entre o Brasil e a Bolívia. No entanto, ao se referir aos povos indígenas que vivem nessa área, Fagundes cometeu o equívoco de chamá-los de “chiquititas”, dizendo: “as chiquititas, né, as mulheres que ali vivem na divisa”. Em vez de mencionar os chiquitanos, que formam uma importante etnia da região, ele usou um termo popularmente associado à novela infantil “Chiquititas”, o que gerou desconforto entre os presentes.
Quem são os chiquitanos?
Os chiquitanos são um povo indígena que habita principalmente a região de fronteira entre o Brasil e a Bolívia, tendo uma presença marcante na cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade, em Mato Grosso. Essa comunidade se destaca por sua forte conexão com a terra e por suas práticas culturais tradicionais, especialmente voltadas à agricultura e à preservação de seus costumes ancestrais. No entanto, os chiquitanos enfrentam diversos desafios, como a luta pela demarcação de suas terras e a busca por melhores condições de vida.
Além disso, por estarem situados em uma área de fronteira, os chiquitanos e outros povos indígenas da região requerem atenção especial do governo, sobretudo no que se refere à proteção de seus territórios e à promoção de políticas públicas que garantam seu desenvolvimento e sua segurança.
Repercussão nas redes sociais
Embora o senador não tenha corrigido o erro durante o evento, o deslize não passou despercebido. O momento viralizou nas redes sociais, onde internautas rapidamente começaram a compartilhar o vídeo e fazer comentários, muitos em tom de brincadeira, sobre a confusão entre os termos “chiquitanos” e “chiquititas”. Entretanto, o episódio também levantou debates mais profundos sobre a necessidade de respeito aos povos indígenas e a importância de usar os termos corretos ao falar dessas comunidades.
Por fim, o incidente reforça a importância de um cuidado maior ao tratar de questões relacionadas aos povos tradicionais. Embora o erro do senador possa parecer inofensivo, ele acaba desvalorizando a identidade cultural dos chiquitanos, além de destacar a necessidade de maior preparação ao abordar temas sensíveis em eventos públicos de grande visibilidade.









