O técnico Arthur Elias divulgou nesta quinta-feira (9) a lista de atletas convocadas para os amistosos de outubro da Seleção Brasileira Feminina. Os confrontos serão contra a Inglaterra (25 de outubro, às 13h30 de Brasília, no Etihad Stadium, Manchester) e Itália (28 de outubro, às 13h15, no Estádio Ennio Tardini, em Parma). As partidas fazem parte da preparação para a Copa do Mundo de 2027, que será disputada no Brasil.
Entre os destaques estão convocações inéditas, retorno de veteranas e presença expressiva de jogadoras que atuam no futebol internacional. O Cruzeiro será representado por Isa Haas e Vitória Calhau, ambas zagueiras. Também foi chamada Isabela, lateral ex-Cruzeiro que hoje defende o PSG pela primeira vez. Veja os detalhes dessa convocação e o que ela pode revelar para os próximos anos.
Novas oportunidades e apostas ousadas
Algumas jogadoras receberam a chance de vestir a camisa verde e amarela pela primeira vez. A goleira Carlinha (São Paulo) e a lateral Isabela são exemplos de apostas que Arthur Elias faz para testar novas alternativas no elenco. Essas escolhas mostram que o treinador busca oxigenar o time e observar variantes que possam render no ciclo até 2027.
Também houve retornos importantes: Laís Estevam, que ficou de fora da última Copa América por lesão, volta como opção no meio-campo. No ataque, nomes como Bia Zaneratto, Ludmila, Jheniffer e Tainá Maranhão voltam a ter espaço, reforçando o leque ofensivo da seleção.
Parceria internacional e rotatividade estratégica
A convocação traz uma escalação bastante diversificada: das 23 ou 24 convocadas, muitas atuam em clubes europeus ou nos Estados Unidos. Essa presença no exterior ajuda a manter alto nível de exigência e permite que Arthur Elias observe as atletas sob diferentes estilos de jogo e exigências do futebol internacional.
A estratégia do treinador não parece ser a de repetir formações estáticas. A convocação para esses dois amistosos reflete a intenção de variar peças, misturar juventude e experiência, e testar diferentes arranjos dependendo do adversário: a Inglaterra, bicampeã da Eurocopa, e a Itália, semifinalista, impõem estilos e desafios distintos.
O passo importante rumo à Copa de 2027
Colocar a seleção para jogar fora do Brasil, em solo europeu, serve como termômetro de competitividade. Enfrentar adversárias de alto nível antecipa dificuldades da Copa, expõe necessidades táticas e possibilita ajustes no processo de montagem do time.
O fato de Arthur Elias promover convocações novas, mesclar experimentações e convidar retormos mostra que o ciclo até 2027 será dinâmico. O Brasil busca se tornar referência não apenas pelas estrelas, mas pela profundidade e regularidade do elenco.
A torcida observa: quais atletas vão se firmar? Quem vai surpreender? E como a seleção feminina se posicionará frente a uma Europa altamente preparada?
Perguntas provocativas & respostas rápidas
- Isabela será titular no amistoso?
Pode bem ser — sua convocação demonstra que Elias quer testá-la como opção confiável na lateral. - Quantas jogadoras atuam fora do Brasil na convocação?
Muitas — parte significativa do elenco vive o futebol internacional atualmente. - Esses amistosos definem o time da Copa 2027?
Não sozinhos, mas são etapas fundamentais para montar o núcleo, testar estratégias e absorver informações para o ciclo.




