A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu o secretário de Infraestrutura de Juína, Jonatas Plínio, na manhã desta quinta-feira (8), durante a Operação Prometheus. Os agentes encontraram munições ilegais na residência do gestor, o que motivou a prisão em flagrante. A operação apura fraudes em licitações, peculato, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e outros crimes contra a administração pública.
Os policiais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão: na casa de Plínio, em uma empresa ligada a ele, no sítio adquirido recentemente e na sede da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Sinfra). A descoberta das munições agravou a situação e levou à detenção imediata do secretário.
Sítio de R$ 2,2 milhões acende alerta dos investigadores
A Polícia Civil identificou o sítio localizado no município de Castanheira como peça-chave no esquema investigado. Plínio comprou a propriedade por cerca de R$ 2,2 milhões. O valor chamou a atenção dos investigadores por não condizer com a renda do servidor público.
Os agentes suspeitam que o secretário usou o imóvel para lavar dinheiro desviado dos cofres públicos. A equipe do Ministério Público Estadual (MPE) e da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) já iniciou o rastreamento da origem dos recursos usados na transação.
Operação Prometheus desmantela esquema e pressiona autoridades locais
A Operação Prometheus busca desmontar um suposto esquema de desvio de recursos públicos. Os investigadores identificaram indícios de manipulação em processos licitatórios e de favorecimento a empresas com vínculos com o secretário. O nome da operação faz alusão ao mito grego de Prometeu, como símbolo do desafio às estruturas corrompidas do poder.
A Polícia Civil segue com a investigação em andamento. Os investigadores não descartam novas prisões nos próximos dias.
Perguntas frequentes
Jonatas Plínio comandava a Secretaria de Infraestrutura e virou alvo da Polícia Civil por suspeita de corrupção e fraude em licitações.
A Polícia encontrou munições ilegais na casa dele durante a Operação Prometheus, além de indícios de crimes contra a administração pública.
A operação apura desvio de dinheiro público, lavagem de dinheiro e manipulação de contratos de obras municipais.


