Secretário anuncia que escola de Alto Araguaia onde aluna foi torturada será transformada em cívico-militar; veja vídeo

Perrengue Mato Grosso

A Escola Estadual Carlos Hugueney, localizada em Alto Araguaia, a 415 km de Cuiabá, se tornou o centro de um polêmico caso de agressão e tortura envolvendo uma estudante de 12 anos, agredida por colegas. Em resposta a esse grave incidente, o Governo de Mato Grosso anunciou a transformação da escola em uma unidade cívico-militar. O secretário de Estado de Educação, Alan Resende Porto, confirmou a mudança durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira, 6 de agosto.

Caso de agressão choca a comunidade escolar

O episódio de violência, envolvendo quatro alunas com idades entre 11 e 14 anos, chocou a comunidade escolar e gerou grande repercussão na imprensa estadual. Segundo investigações da polícia, as adolescentes formaram um grupo dentro da escola inspirado em facções criminosas, o que motivou a brutal agressão contra a colega. A vítima foi submetida a torturas, e o caso ganhou grande atenção.

Em resposta ao caso, a Polícia Civil determinou a internação provisória das adolescentes. No entanto, uma das envolvidas, que tinha apenas 11 anos na época da agressão, não pôde ser apreendida devido ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que proíbe a aplicação de medidas socioeducativas para menores de 12 anos.

Implementação do modelo cívico-militar

O Governo de Mato Grosso decidiu transformar a Escola Carlos Hugueney em uma unidade cívico-militar, buscando prevenir novas violências e melhorar a disciplina. Essa mudança segue um modelo já implementado em algumas escolas do estado com o objetivo de reduzir a evasão escolar, combater a violência e melhorar o desempenho acadêmico dos estudantes.

No modelo cívico-militar, os professores da rede estadual continuarão responsáveis pela gestão pedagógica. Contudo, os militares da reserva assumirão a administração e a disciplina. Essa mudança visa estabelecer um ambiente de maior ordem e segurança dentro da escola.

Ações da Justiça

A Justiça também tomou medidas em relação ao caso. Ela determinou a internação das adolescentes envolvidas, garantindo que elas cumpram com as responsabilidades legais. Ao mesmo tempo, a escola segue com a implementação das mudanças, com o objetivo de restaurar a disciplina e a segurança no ambiente escolar.

Perguntas frequentes

Como a Escola Carlos Hugueney vai funcionar como unidade cívico-militar?

A gestão pedagógica permanece com os professores, mas a administração e disciplina serão de responsabilidade de militares da reserva.

Por que as agressoras não foram todas internadas?

Uma das agressoras tinha apenas 11 anos, idade que impede a aplicação de medidas socioeducativas de internação, segundo o ECA.

Qual o objetivo da transformação da escola em unidade cívico-militar?

Reduzir a violência, melhorar a disciplina e prevenir a evasão escolar.

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