O clima político na capital mato-grossense ganhou um episódio intrigante nos últimos dias. A vereadora Maysa Leão (Republicanos) classificou a secretária municipal de Educação, Solange Dias, como “perdida” na condução dos trabalhos. A declaração levantou incertezas sobre a capacidade da atual gestão de organizar o funcionamento das escolas antes do início das aulas.

Quem estaria no comando real?
Maysa alega que o prefeito Abilio Brunini (PL) tem assumido as decisões da pasta educacional de forma centralizada. Ela afirma que, nesse modelo, a secretária não consegue tomar iniciativas próprias e que isso pode comprometer o andamento dos projetos pedagógicos. Esse cenário ficou mais nítido depois de uma reunião com o Ministério Público, quando a representante da Educação não teria demonstrado clareza ao expor os principais problemas.
As cobranças durante a reunião
Na sessão plenária da Câmara Municipal, a vereadora relatou a preocupação do promotor de Justiça Miguel Slhessarenko com os desafios identificados nas unidades escolares. Segundo Maysa, foram observadas falhas na contratação de cuidadoras de alunos com deficiência (CAD) e indefinições contratuais que atrasam a estruturação das turmas. A falta de familiaridade com esses pontos teria reforçado a impressão de que Solange não conhece bem a realidade das escolas cuiabanas.
O adiamento das aulas e as consequências
Para agravar o clima, Abilio Brunini adiou o início do ano letivo, alegando problemas estruturais em mais de 150 escolas. A decisão causou desconforto em alguns vereadores, que esperavam soluções mais imediatas. O fato de a secretária não ter participado do anúncio alimentou questionamentos sobre sua autonomia. Maysa acredita que a ausência de planejamento pode resultar em prejuízos para estudantes e profissionais da rede municipal.
Desafios na Educação de Cuiabá: Transparência, Diálogo e Pressão Política
Apesar das críticas, há quem defenda cautela nesse início de gestão. O prefeito assumiu há pouco tempo, e as mudanças de equipe podem explicar parte dos atrasos. No entanto, a demanda por transparência e objetividade permanece em pauta. Com o retorno das aulas marcado para a próxima semana, muitas famílias aguardam respostas claras sobre as necessidades da rede de ensino.
Outro ponto citado pela vereadora é a falta de diálogo prévio entre a secretaria e o Ministério Público. Ela assegura que os problemas não são recentes e poderiam ter sido amenizados com um cronograma mais detalhado. A expectativa é que, nos próximos dias, ocorram novas reuniões para ajustar propostas que assegurem um retorno seguro às salas de aula.
Nesse contexto, o debate sobre quem está no comando efetivo da Educação em Cuiabá mantém a população atenta. Enquanto o prefeito concentra decisões, a secretária enfrenta questionamentos sobre seu domínio da rede de ensino. A pressão dos vereadores e da opinião pública deve influenciar os rumos da gestão municipal nas próximas semanas.
Três Perguntas Curiosas e suas Respostas
- O que motivou a crítica da vereadora?
Ela considera a secretária despreparada para solucionar problemas estruturais e contratuais na rede municipal. - Há risco de novo adiamento das aulas?
Até o momento, a data está mantida, mas a continuidade das falhas pode levar a mudanças no calendário. - Qual o papel do Ministério Público nessa questão?
O órgão fiscaliza a oferta de ensino e cobra providências para garantir um ambiente adequado aos alunos.







