O sargento Costa, da Polícia Militar de Mato Grosso, gravou um vídeo no pátio de apreensão de Rondonópolis e lançou um recado duro e sarcástico para motociclistas que circulam com escapamentos adulterados, sem placa ou com documentação irregular. A fala viralizou nas redes sociais e dividiu opiniões.
No vídeo, o sargento se posiciona em frente às motos apreendidas e ironiza os condutores que desrespeitam as leis de trânsito. Ele diferencia claramente os trabalhadores que utilizam a moto para sustento dos chamados “arroaceiros”, que usam o veículo para fazer barulho, desrespeitar regras e perturbar o sossego da população.
“A gente não corre atrás de trabalhador regularizado. Agora, se você anda sem placa e com escapamento barulhento, pode vir que o pátio ainda tem vaga”, disse o militar, com o tom sarcástico que já o tornou conhecido nas redes.
Fiscalização aperta o cerco contra motos irregulares
A Polícia Militar e os órgãos de trânsito de Mato Grosso intensificaram a fiscalização nos últimos meses, principalmente em áreas urbanas com alto número de denúncias por perturbação sonora. A PM apreendeu milhares de motocicletas com irregularidades somente em 2025.
O Detran-MT registra mais de 12 mil autuações ligadas a escapamentos adulterados, veículos sem placa e condutores sem documentação válida. A legislação brasileira trata esses casos com severidade: o Código de Trânsito Brasileiro aplica multa, perda de pontos na CNH e apreensão do veículo.
População apoia ações contra perturbação urbana
Moradores de bairros residenciais de Rondonópolis e outras cidades de Mato Grosso expressaram apoio às fiscalizações. Eles afirmam que motos com escapamento adulterado geram barulho excessivo, insegurança e estresse, principalmente à noite.
A Polícia Militar reforçou que continuará abordando veículos com base em denúncias da própria comunidade.
Perguntas frequentes
Porque circular sem placa é infração gravíssima e impede a identificação do veículo.
Sim. O Código de Trânsito proíbe escapamento adulterado e prevê multa e apreensão.
Não. Quem anda dentro da lei não vira alvo da fiscalização.


