Salva-vidas sofre agressão e ataques racistas durante ocorrência em praia; Veja vídeo

Vídeo

Um salva-vidas temporário de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, sofreu agressões físicas e ofensas racistas após um desentendimento ocorrido durante uma tentativa de salvamento nesta quinta-feira (8/1). Imagens obtidas pelo Metrópoles registraram o momento em que um homem desferiu um chute contra o socorrista enquanto policiais militares mantinham o profissional algemado na areia da praia.

O episódio gerou revolta nas redes sociais e reacendeu o debate sobre racismo, violência contra profissionais de resgate e a condução de ocorrências em ambientes públicos.

Mulher aborda socorrista e discussão começa durante atendimento

Segundo o relato do salva-vidas, ele se preparava para realizar um resgate no mar quando uma mulher o abordou e pediu ajuda para localizar o neto, que teria desaparecido na praia. O profissional afirmou que explicou que concluiria o salvamento em andamento e, em seguida, prestaria auxílio à família.

A conversa evoluiu para uma discussão. O socorrista relatou que recebeu xingamentos e agressões verbais antes da confusão física começar. Testemunhas acompanharam o desentendimento e registraram parte da situação em vídeo.

Testemunhas relatam ofensa racial durante a confusão

A delegada titular da Delegacia de Polícia de Ubatuba, Ana Carolina Macedo, informou que testemunhas ouviram a mulher chamar o salva-vidas de “macaco”, caracterizando injúria racial. A acusada negou a versão e declarou às autoridades que o socorrista teria iniciado os xingamentos.

A troca de acusações ampliou o conflito e levou familiares da mulher a se envolverem diretamente na discussão, inclusive o marido dela, que atua como policial militar.

Polícia algema socorrista e conduz à delegacia

De acordo com o boletim de ocorrência, a confusão continuou na orla da praia e exigiu a intervenção da Polícia Militar. Os agentes algemaram o salva-vidas diante do que classificaram como desobediência, resistência e comportamento emocionalmente agressivo.

A equipe policial conduziu o profissional com escolta até o posto de bombeiros e, posteriormente, à delegacia, onde ele prestou depoimento e recebeu liberação em seguida. As autoridades mantêm a apuração para esclarecer as responsabilidades e as acusações de agressão e injúria racial.

Perguntas e respostas

O que motivou a confusão?

Uma discussão começou quando uma mulher pediu ajuda para localizar o neto durante um salvamento em andamento.

Houve denúncia de racismo?

Testemunhas relataram que a mulher chamou o salva-vidas de “macaco”.

O que aconteceu com o socorrista?

A polícia o algemou, conduziu à delegacia para depoimento e o liberou após o registro da ocorrência.

Karolina silva

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