A Polícia Civil do Rio de Janeiro atualizou, nesta quinta-feira (30/10), o número de mortos durante a megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão, na última terça-feira (28). O total chegou a 121 vítimas, tornando a ação uma das mais letais da história do estado.
Polícia confirma aumento no número de vítimas
A corporação informou que a revisão dos números ocorreu após novos registros de entrada no Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto. O levantamento anterior apontava cerca de 60 mortos, mas a atualização confirmou mais do que o dobro de vítimas.
De acordo com as autoridades, o trabalho de identificação ainda está em andamento, e muitos corpos continuam sem reconhecimento oficial.
Mãe descreve busca desesperada pelo filho
Entre as famílias que procuraram por parentes está Taua Brito, mãe de uma das vítimas. Em entrevista, ela contou que buscou o filho na mata onde encontraram os corpos.
“Entramos na mata, eu comecei a gritar o nome dele, na esperança de que ainda estivesse vivo, e fomos procurando, corpo por corpo, realmente buscando meu filho”, relatou emocionada.
Taua também descreveu o cenário de desespero no necrotério: “Eles não estão dando conta, a demanda é muito grande. As famílias que já estão aqui só querem recolher os corpos e poder enterrá-los.”
Operação mobilizou mais de 2 mil agentes
A megaoperação, deflagrada na última terça-feira (28), mobilizou 2,5 mil policiais civis e militares. O objetivo era combater o crime organizado nas comunidades da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro.
Blindados, helicópteros e equipes especializadas foram usados na ação, que deixou um rastro de mortes, prisões e destruição.
Perguntas e respostas
A Polícia Civil confirmou 121 mortes após atualização dos registros no IML.
É uma das mães que procuram por filhos desaparecidos após a operação.
Taua contou que entrou na mata em busca do filho, chamando por ele e verificando corpo por corpo.
Cerca de 2,5 mil agentes das polícias Civil e Militar participaram da megaoperação.






