RGA dos servidores de MT: Pivetta indica envio iminente e bastidores seguem em tensão; veja vídeo

REPRODUÇÃO: GAZETA DIGITAL
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O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, afirmou nesta segunda-feira (19) que a proposta do Reajuste Geral Anual (RGA) dos servidores públicos estaduais deve ser encaminhada à Assembleia Legislativa “ainda nesta semana ou, no máximo, na próxima”. A declaração ocorre em meio a um momento de desgaste na relação entre o Executivo estadual e o funcionalismo público.

Em entrevista rápida à imprensa, Pivetta ressaltou que não acompanha diretamente as negociações sobre o tema. Segundo ele, as tratativas estão concentradas na Casa Civil e no gabinete do governador Mauro Mendes, o que explica sua ausência nas discussões mais detalhadas.

Expectativa cresce no funcionalismo estadual

O RGA é um dos temas mais sensíveis da agenda administrativa estadual, pois impacta diretamente a remuneração dos servidores. A indefinição sobre índices, datas e critérios tem gerado insatisfação entre categorias, que cobram previsibilidade e diálogo mais constante com o governo.

A fala de Pivetta reforça a expectativa de que a Mensagem do Executivo esteja em fase final de elaboração. Mesmo sem participar das negociações, o vice-governador sinalizou confiança de que o texto será enviado em breve ao Legislativo.

Casa Civil concentra negociações

De acordo com Pivetta, a condução do tema está sob responsabilidade direta da Casa Civil. Esse modelo centralizado busca alinhar a proposta às condições fiscais do Estado e às diretrizes estabelecidas pelo governador.

Nos bastidores, o governo trabalha para equilibrar demandas dos servidores com limites orçamentários. O desafio é apresentar um reajuste que atenda parcialmente as reivindicações sem comprometer o equilíbrio fiscal, ponto frequentemente destacado pela gestão estadual.

Assembleia aguarda proposta oficial

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso acompanha o tema com atenção. Parlamentares aguardam o envio da Mensagem para iniciar a tramitação e discutir possíveis ajustes no texto. O calendário legislativo pressiona o Executivo, já que atrasos podem ampliar a insatisfação dos servidores.

A expectativa é de que, após o envio, o projeto avance rapidamente pelas comissões, dada a relevância do tema. Ainda assim, debates sobre percentuais e impacto financeiro devem marcar as discussões no plenário.

Crise institucional e busca por distensão

O atraso na apresentação do RGA contribuiu para uma crise na relação entre o governo estadual e o funcionalismo. Manifestações, notas públicas e cobranças por diálogo marcaram as últimas semanas.

Embora Pivetta não tenha comentado diretamente sobre a tensão, sua declaração foi interpretada como um sinal de tentativa de distensão. O envio da proposta pode abrir espaço para retomada do diálogo e reduzir o clima de incerteza.

O desfecho do tema depende agora da formalização da Mensagem e da negociação política no Legislativo, etapa decisiva para definir o reajuste dos servidores em 2026.

Perguntas e respostas

Quando o governo de Mato Grosso vai enviar o projeto do RGA dos servidores para a Assembleia Legislativa e qual é o prazo citado por Pivetta?

Segundo o vice-governador Otaviano Pivetta, a proposta deve chegar à Assembleia “ainda nesta semana ou, no máximo, na próxima”, mas ele afirmou que não acompanha diretamente as negociações.

Por que o RGA virou crise entre o Executivo de MT e os servidores, e quem está conduzindo as conversas no governo?

O tema gerou tensão por causa da expectativa de reajuste e do impasse nas tratativas. Pivetta disse que a condução está concentrada na Casa Civil e no governador Mauro Mendes, por isso ele não participa das discussões.

O que acontece depois que o projeto do RGA chega à ALMT e quais são os pontos que podem travar ou acelerar a votação?

Após o envio, o texto passa por análise e tramitação interna na Assembleia, com debates sobre percentuais e impacto fiscal. A votação pode andar rápido por ser tema prioritário, mas ajustes e negociações políticas podem influenciar o ritmo.

Fabíola Maria Costa Silva

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