Após quatro anos na elite, o Cuiabá iniciou 2025 com a missão clara de retornar à Série A. Mas, em vez disso, o clube encerra o ano com frustrações acumuladas, estatísticas negativas e um ambiente conturbado nos bastidores. Em campo, o Dourado teve desempenho irregular, finalizou a Série B com saldo negativo de gols e ficou longe do acesso. Fora das quatro linhas, sofreu com má gestão, contratações sem critério e indisciplina no elenco.
Expectativa de acesso virou crise interna
A eliminação precoce na Copa do Brasil para o modesto Porto Velho-RO, nos pênaltis, foi o primeiro sinal de alerta. Pouco depois, veio a derrota na final do Campeonato Mato-grossense para o novato Primavera. A queda nos dois torneios gerou a demissão de Bernardo Franco e a chegada de Guto Ferreira, conhecido por subir times na Série B. Mas nem o “rei do acesso” conseguiu corrigir a rota.
Sob seu comando, o Cuiabá perdeu força, expôs fragilidades e terminou a segunda divisão em 10º lugar, com 14 vitórias, 12 empates e 12 derrotas. Marcou 43 gols e sofreu 44, com saldo de -1 — algo raro para um clube que almejava o topo.
Elenco desorganizado e bastidores em colapso
A instabilidade ficou evidente na má condução do elenco. Jogadores como Pedrinho e André Luis foram afastados por indisciplina, enquanto outros treinaram separados ou sequer foram aproveitados. A lista de dispensas é extensa e inclui nomes como Luan Polli, Patrick de Lucca, Carlos Alberto e Alejandro Martínez.
O resultado? Um grupo sem identidade, sem padrão de jogo e com futuro indefinido. A torcida, que esperava ver o time brigando no topo, viu a esperança desmoronar na reta final.
Perguntas e respostas:
Se não reorganizar o elenco e a gestão, o risco de novo fracasso é real.
Ainda é incerto, mas o desgaste é evidente.
Falta de planejamento, decisões apressadas e problemas internos minaram o ano.



