Equipes de fiscalização resgataram 270 roedores vítimas de maus-tratos em setembro de 2025, em um criadouro clandestino na Avenida Prainha, no bairro Porto, em Cuiabá. O Projeto Lunaar assumiu a guarda dos animais e iniciou o processo de reabilitação.
A Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal autorizou a adoção após avaliação clínica. Mesmo assim, interessados adotaram apenas 20 animais até o momento, o que mantém a maioria sob cuidados temporários.
Criadouro irregular mantinha animais em condições inadequadas
Os responsáveis pelo criadouro mantinham hamsters sírios, anões russos, twisters e gerbils em espaços insalubres e superlotados. A falta de higiene e de alimentação adequada agravou o quadro de saúde dos animais.
Especialistas identificaram sinais claros de negligência, prática que configura crime ambiental. A criação clandestina, além de ilegal, amplia riscos sanitários e favorece a disseminação de doenças.
A ação de resgate interrompeu o ciclo de exploração, mas o caso evidencia a necessidade de fiscalização contínua.
Projeto exige critérios rigorosos para adoção responsável
O Projeto Lunaar conduz entrevistas com todos os interessados. A equipe avalia estrutura, conhecimento e condições de cuidado antes de liberar a adoção.
Os voluntários alertam que a baixa procura compromete a reintegração dos animais. Muitos roedores já apresentam condições adequadas para convívio doméstico, mas aguardam novos lares.
A legislação brasileira tipifica maus-tratos a animais como crime. A Lei nº 9.605/1998 prevê pena de até cinco anos de reclusão, além de multa e restrições.
Depende da espécie. Hamsters sírios vivem melhor sozinhos, enquanto anões podem conviver em pares com monitoramento.
Sim. A lei prevê até cinco anos de reclusão, além de multa e proibição de guarda.
ONGs realizam entrevistas e avaliam estrutura e responsabilidade antes de liberar a adoção.



