Renan Santos diz que operação sobre recursos ligados a ‘Dark Horse’ pode aumentar exposição de Flávio Bolsonaro

Fabíola Maria Costa Silva

O candidato à Presidência Renan Santos afirmou nesta quinta-feira (10) que a Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal, pode ampliar a exposição do também candidato Flávio Bolsonaro (PL). A avaliação foi feita após a ação que investiga suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares. A PF confirmou oficialmente o cumprimento de 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal.

“Tem (impacto) Flávio crescer. Imagino que sim, ele vai crescer por estar aparecendo mais. Está bem claro que o eleitor não liga para a corrupção. Então, o impacto que você tem nessas coisas é diminuto”, afirmou Renan ao avaliar os possíveis efeitos políticos da operação. A declaração representa a análise do candidato e não uma projeção comprovada sobre o comportamento dos eleitores.

PF investiga possível desvio de emendas

A Operação Make Up apura um suposto esquema envolvendo recursos de emendas parlamentares repassados a uma organização da sociedade civil. Segundo a Polícia Federal, os investigadores suspeitam que agentes públicos e privados direcionaram valores para empresas subcontratadas de forma irregular e sem comprovação da efetiva prestação dos serviços.

A investigação abrange suspeitas de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes relacionados a licitações. A PF também informou que levantamentos financeiros identificaram movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas que integram o esquema investigado. As apurações seguem em andamento e não representam, por si só, condenação dos investigados.

‘Dark Horse’ aparece no centro da repercussão política

A repercussão política da operação ocorre porque parte das suspeitas divulgadas envolve estruturas relacionadas à produção de “Dark Horse”, documentário sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O projeto já havia aparecido no debate político meses antes. Em maio, a Agência Nacional do Cinema (Ancine) informou ao Metrópoles que não constava em sua base pedido de registro para lançamento comercial da obra no Brasil naquele momento.

A reportagem apresentada pelo usuário aponta o deputado federal Mario Frias (PL-SP), produtor-executivo e roteirista do filme, entre os principais alvos da operação.

Renan também comenta crise no STF

Além da investigação, Renan Santos comentou as recentes tensões envolvendo o Supremo Tribunal Federal. Novamente, apresentou uma avaliação própria sobre a repercussão do assunto entre os eleitores.

“Ninguém está dando a mínima para a crise do STF”, declarou.

A fala de Renan sobre um eventual crescimento eleitoral de Flávio Bolsonaro deve ser entendida como uma avaliação política feita pelo próprio candidato. A Operação Make Up, por sua vez, permanece na fase de investigação, enquanto a Polícia Federal busca elementos sobre a destinação dos recursos públicos e possíveis responsabilidades no caso.

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