Relógio destruído em 8 de janeiro volta restaurado ao gabinete de Lula

O relógio do século 17, trazido ao Brasil por Dom João VI, retornou ao Palácio do Planalto no início deste ano após um minucioso processo de restauração. Agora, a peça histórica ocupa um lugar de destaque no gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Um marco da democracia

O governo da Suíça financiou a restauração do relógio sem custos para o Brasil. Os restauradores devolveram o esplendor da obra de Balthazar Martinot, feita de casco de tartaruga e bronze especial. Lula destacou o simbolismo do relógio ao compartilhar um vídeo no X (antigo Twitter). Ele disse: “Cada hora que esse relógio toca, e ele toca de hora em hora, a gente tem que festejar porque a democracia foi reestabelecida no Brasil”.

Na manhã de quarta-feira (22/1), Lula mostrou o relógio ao ministro dos Transportes, Renan Filho, e ao ministro da Casa Civil, Rui Costa. Ele reforçou que a restauração da peça representa a resistência das instituições democráticas contra os ataques de 8 de janeiro.

Condenação pelo vandalismo

O circuito de câmeras do Palácio do Planalto registrou o momento em que Antônio Cláudio Alves Ferreira destruiu o relógio ao derrubá-lo no chão. Em junho de 2024, a Justiça condenou Antônio a 17 anos de prisão pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Em dezembro do mesmo ano, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o início imediato da pena.

Com a exposição do relógio restaurado no gabinete presidencial, Lula reafirma o compromisso com a preservação histórica e o fortalecimento da democracia brasileira.

Qual é a origem do relógio restaurado?

Dom João VI trouxe o relógio ao Brasil em 1808, e a obra é de autoria de Balthazar Martinot.

Quem foi responsabilizado pela destruição do relógio?

Antônio Cláudio Alves Ferreira recebeu a condenação de 17 anos de prisão pelos atos de vandalismo.

Qual foi o papel do governo da Suíça na restauração?

O governo da Suíça custeou o processo de restauração do relógio sem gerar despesas para o Brasil.

Castelino Roberto

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