Na tarde desta quinta-feira (10), uma cena dramática interrompeu a rotina dos moradores do bairro CPA 4, em Cuiabá. Moradores ouviram o choro de um bebê vindo de uma lixeira pública e denunciaram o caso. A Polícia Militar atendeu à ocorrência e resgatou uma recém-nascida, com aproximadamente três dias de vida, que ainda se encontrava viva dentro de uma sacola plástica. Os policiais impediram que a situação se transformasse em tragédia.
Ação rápida da PM salva a vida da recém-nascida
Durante patrulhamento pela avenida Curió, cabos da PM Ricardo Augusto de Oliveira Cruz e Ivan Barbosa dos Santos Carvalho, do 3º Batalhão, foram acionados por moradores. Ao chegar no local indicado, os policiais encontraram a bebê ainda com cordão umbilical e restos de placenta no cabelo, o que evidencia a possibilidade de um parto recente e improvisado.
Além disso, a criança vestia roupas simples e, apesar das circunstâncias, estava se mexendo bastante, o que foi fundamental para o alerta dos moradores. Imediatamente, os agentes encaminharam a bebê à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Morada do Ouro, onde recebeu os primeiros cuidados médicos.
Estado de saúde estável e encaminhamento aos cuidados sociais
Segundo avaliação médica, a menina pesa cerca de três quilos e está clinicamente estável. Após os atendimentos de urgência, ela será submetida a exames complementares no Instituto Médico Legal (IML).
Polícia Civil assume investigação para identificar responsáveis
A Polícia Judiciária Civil iniciou a investigação do caso. Os agentes registraram o boletim de ocorrência e buscam identificar a mãe da bebê, além de esclarecer as circunstâncias do abandono. Por fim, a corporação trata situações como essa com rigor e pode enquadrar o crime como abandono de incapaz, com agravantes por exposição à morte.
Perguntas frequentes
Sim. A Justiça pune com prisão quem abandona um bebê, principalmente se expõe a criança ao risco de morte.
Ligue imediatamente para o 190 (Polícia Militar) ou acione o SAMU (192). Nunca retire a criança do local sem orientação profissional.
A mãe pode entregar o bebê para adoção em hospitais ou varas da infância, de forma sigilosa e sem punição legal, conforme garante o ECA.



