Reajuste de 5,4% foi aprovado e gerou insatisfação imediata.
Defasagem salarial foi apontada como principal motivo de revolta.
Paralisação da categoria foi mantida e pode se intensificar.
Reajuste contestado
O reajuste salarial de 5,4% foi aprovado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta quinta-feira (26/3). A decisão foi recebida com insatisfação por servidores da Educação, que consideraram o índice insuficiente.
De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), o percentual segue o valor definido pelo governo federal para o Piso Salarial Nacional, mas não cobre as perdas acumuladas ao longo dos últimos anos.
Defasagem acumulada
Uma defasagem de 41,83% foi apontada pela categoria. Segundo os trabalhadores, esse índice representa as perdas salariais acumuladas entre os anos de 2019 e 2025.
A reivindicação apresentada inclui a recomposição desse percentual, além da aplicação da correção prevista na Portaria nº 82 do Ministério da Educação. O documento oficializou o novo valor do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério Público da Educação Básica para 2026, fixado em R$ 5.130,63.
Paralisação mantida
A paralisação da categoria foi mantida como forma de protesto. O movimento chegou ao terceiro dia e foi definido por tempo determinado. Mesmo assim, novas manifestações já foram sinalizadas pelos servidores.
A continuidade da mobilização foi destacada como estratégia para pressionar por um reajuste considerado mais justo. A insatisfação segue sendo demonstrada por meio de atos e posicionamentos públicos da categoria.
O cenário reforça o clima de tensão entre os trabalhadores da Educação e o poder público estadual. A busca pela recomposição salarial segue como principal pauta, enquanto a diferença entre o reajuste aprovado e o percentual reivindicado mantém o impasse.
A mobilização indica que novas ações podem ser realizadas nos próximos dias, ampliando o debate sobre valorização profissional e condições salariais no setor educacional.
Perguntas e respostas:
Por que os servidores estão insatisfeitos?
Porque o reajuste de 5,4% não cobre a defasagem salarial acumulada.
Qual reajuste a categoria pede?
Um aumento de 41,83% para recuperar perdas entre 2019 e 2025.
A paralisação continua?
Sim, o movimento chegou ao terceiro dia e novas manifestações podem acontecer.




