O deputado estadual Rafael Ranalli (PL), atualmente substituindo temporariamente Elizeu Nascimento (PL), revelou ao site RdNews que carrega uma arma durante as sessões na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Ranalli, que também é policial federal, afirmou que possui porte de arma 24 horas por dia, justificando essa prática como um direito de defesa do cidadão.
Primeiramente, Ranalli destacou a necessidade de responsabilidade e capacidade para portar uma arma. “Você precisa de um teste psicológico e ter seu histórico criminal analisado. Ninguém vai sair dando arma para qualquer um. É para o cidadão de bem se defender”, explicou. Portanto, o deputado enfatizou que o porte de arma deve ser rigorosamente regulamentado, não sendo concedido indiscriminadamente.
Contudo, a presença de Ranalli armado na Assembleia Legislativa gerou debates sobre segurança e a regulamentação do porte de armas para parlamentares. Embora ele justifique seu porte de arma devido à sua função de policial federal, essa prática em um ambiente legislativo é incomum e controversa. No entanto, o Estatuto do Desarmamento prevê que pessoas das Forças Armadas e Polícia Federal podem entrar armadas em locais de aglomeração.
Novas regras para registro de armas
A partir de 2023, novos decretos estabeleceram regras mais restritivas para o registro de armas no Brasil. Entre as mudanças, a quantidade de armas que civis podem adquirir para defesa pessoal reduziu de quatro para duas. Além disso, a quantidade de munição comprável anualmente diminuiu de 200 para 50 por arma de fogo. Também voltou a ser obrigatória a comprovação de necessidade efetiva para a compra da arma.
Impacto na candidatura à Câmara de Cuiabá
Ranalli planeja candidatar-se à Câmara de Cuiabá nas próximas eleições. Sua posição firme sobre o porte de armas pode influenciar sua campanha, atraindo eleitores que apoiam o armamento civil para defesa pessoal.
Em conclusão, o deputado provocou discussões ao decidir andar armado na Assembleia Legislativa, defendendo sua necessidade de estar armado por sua função policial. Este tema levanta debates sobre segurança e responsabilidade no ambiente legislativo.



