A Agência de Prevenção de Violência no Esporte (Apravide) puniu o Racing Club com o fechamento dos portões do estádio El Cilindro por 30 dias. Essa decisão foi tomada devido ao uso de pirotecnia durante a vitória por 2 a 1 contra o Corinthians, na semifinal da Copa Sul-Americana, realizada na última quinta-feira. Com essa medida, o Racing precisará disputar seus jogos em casa sem a presença de sua torcida durante um mês.
Detalhes e justificativas da decisão
A Apravide ordenou o fechamento de todos os setores do estádio Presidente Perón para eventos esportivos, com base na Lei nº 11.929 e no Decreto nº 1.863/02, devido à falha do clube no controle de materiais proibidos, como fogos de artifício. O Racing, por sua vez, anunciou que irá apelar da decisão para tentar reverter a medida e reduzir os impactos.
Investigação e contexto
Antes da semifinal entre Racing e Corinthians, as autoridades já haviam fechado o estádio Monumental, casa do River Plate, por questões semelhantes relacionadas a pirotecnia. No entanto, a punição ao River foi parcial, permitindo a presença de público em outros setores durante o jogo seguinte. Em comparação, a sanção aplicada ao Racing é mais severa, abrangendo todos os espaços do estádio.
No entanto, as investigações continuam em andamento, e, segundo a TyC Sports, analisam-se possíveis envolvimentos de funcionários de segurança do Racing na entrada dos itens pirotécnicos. Durante o incidente, pelo menos 20 torcedores sofreram ferimentos e queimaduras causadas pelos sinalizadores e fogos de artifício, o que aumentou a preocupação e justificou a medida rigorosa da Apravide.
Preparação do Racing para a final da Copa Sul-Americana
A punição imposta ao Racing ocorre em um momento crucial, pois o clube se prepara para enfrentar o Cruzeiro na final da Copa Sul-Americana. O confronto está marcado para o dia 23 de novembro, no Estádio General Pablo Rojas, em Assunção, Paraguai. A falta da torcida em casa pode afetar o ambiente do time e influenciar sua preparação para a final.
Por fim, esse caso destaca a importância de uma fiscalização rigorosa e da responsabilidade dos clubes em garantir a segurança nos estádios. O episódio do Racing reforça a necessidade de medidas preventivas para evitar incidentes futuros e proteger o bem-estar dos torcedores.









