As queimadas e incêndios florestais, que ocorrem anualmente em Mato Grosso durante a estação seca, estão causando graves danos ao turismo. Um dos locais mais afetados é a Cachoeira Salto da Mulher, situada a 80 km de Campo Novo do Parecis. Essa famosa queda d’água, que atrai turistas de todo o Brasil, enfrenta agora a seca severa e as queimadas, o que tem prejudicado a beleza natural da região.
Devastação causada pela seca e queimadas
A Cachoeira Salto da Mulher, que antes era um dos cartões-postais da região, sofre atualmente com a redução drástica do fluxo de água. Além disso, as queimadas agravaram a destruição da vegetação ao redor. Ao comparar imagens de antes e depois, fica evidente como a paisagem foi severamente afetada. Dessa forma, a combinação entre seca e incêndios intensificou os impactos ambientais, deixando o local praticamente irreconhecível.
Além disso, a fumaça gerada pelas queimadas afeta a qualidade do ar, o que afasta turistas e coloca em risco a saúde dos moradores. A visibilidade nas estradas também diminuiu, dificultando o acesso aos pontos turísticos, o que aumenta ainda mais os desafios enfrentados pelo turismo local.
Queda no turismo ecológico
Nos últimos anos, o turismo ecológico vinha crescendo em Mato Grosso, principalmente em áreas como Campo Novo do Parecis. No entanto, a seca prolongada e as queimadas afastaram os visitantes. A baixa no nível dos rios impede atividades como rafting e canoagem. Consequentemente, empresários do setor, como donos de pousadas e agências de turismo, têm relatado uma queda acentuada no número de visitantes, especialmente durante a estação mais seca.
Mudanças climáticas e seus impactos
As mudanças climáticas, incluindo o aumento das temperaturas e a alteração no regime de chuvas, estão intensificando as queimadas nos biomas do Cerrado e da Amazônia. Essa combinação facilita a propagação de incêndios, prejudicando locais turísticos como a Cachoeira Salto da Mulher e colocando em risco a biodiversidade da região.
Portanto, é urgente adotar ações de recuperação das áreas afetadas e parcerias entre governo, setor privado e comunidades. Essas iniciativas são essenciais para preservar os atrativos naturais e garantir a sustentabilidade do turismo em Mato Grosso.









