Quadrilha invade estabelecimentos usando tecnologia de ponta. Veja vídeo:

Perrengue Mato Grosso

A Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri) prendeu três homens nesta quarta-feira (13). De acordo com a investigação, a polícia suspeita que esses homens integravam uma organização criminosa. Além disso, a Corpatri identificou o foco dos suspeitos em furtos a estabelecimentos comerciais. A polícia, por exemplo, apontou furtos em casas lotéricas, drogarias e mercados. Assim, os crimes aconteceram em várias regiões do Distrito Federal, como Taguatinga e Ceilândia. Ao todo, a investigação contabiliza mais de 10 furtos atribuídos ao grupo. Ademais, as autoridades reforçam que o grupo agia de maneira planejada e estratégica para dificultar a identificação dos responsáveis.

Quadrilha utilizava tecnologia de clonagem de frequência para burlar sistemas de segurança

Para conseguir acesso aos estabelecimentos, a quadrilha utilizou uma tecnologia avançada de clonagem de frequência que burlava os sistemas de segurança dos locais. Dessa forma, essa técnica possibilitava que os criminosos abrissem as portas e acessassem o interior dos estabelecimentos sem deixar sinais de arrombamento. Dessa maneira, essa estratégia recente e complexa não só impede o acionamento de alarmes como também confunde as autoridades, dificultando ainda mais a identificação dos suspeitos. Ao usar uma tecnologia de alta precisão, os criminosos aumentavam suas chances de sucesso e reduziam o risco de detecção.

Câmeras de segurança revelam detalhes da tática e do preparo dos criminosos

Embora o grupo tenha buscado agir de forma discreta, câmeras de segurança dos estabelecimentos capturaram imagens fundamentais para a identificação dos suspeitos. Nos vídeos, os criminosos aparecem usando ferramentas pesadas, como pés de cabra e molas de caminhão, para forçar a abertura de cofres e levar dinheiro e bens de valor. Portanto, o uso desses equipamentos específicos demonstra o preparo e o planejamento prévio do grupo, indicando uma atuação precisa, sem violência. Com isso, os suspeitos visavam evitar qualquer alerta até concluírem a fuga.

Vigilância disfarçada reforçava as invasões

Para garantir o sucesso das invasões, o grupo também mantinha um esquema de vigilância ao redor dos estabelecimentos. Enquanto dois membros realizavam o furto dentro do local, o terceiro ficava do lado de fora disfarçado de morador de rua. Como resultado, o vigia monitorava o local e alertava os comparsas sobre a aproximação de policiais ou o surgimento de testemunhas. Esse tipo de esquema de monitoramento, cada vez mais comum entre quadrilhas organizadas, reduz os riscos e aumenta as chances de sucesso sem que a polícia perceba de imediato a ação.

Prisão e desdobramentos das investigações

Com a prisão dos suspeitos, as autoridades confirmam que eles responderão por furto qualificado e associação criminosa. Segundo o Código Penal brasileiro, esses crimes preveem penas que podem ultrapassar cinco anos de reclusão. Entretanto, as investigações seguem em andamento, e a expectativa é identificar e capturar outros possíveis membros da organização criminosa. Ao propósito, a segurança pública do DF intensificou as operações de prevenção e alerta empresários locais sobre a importância de atualizarem seus sistemas de segurança para evitar furtos semelhantes.

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