Dois homens que fazem parte de uma quadrilha especializada em furtar caminhonetes de luxo em Belo Horizonte e em outros estados. A operação faz parte de uma investigação que já dura vários meses.
Ação rápida, discreta e tecnológica
De acordo com as imagens das câmeras de segurança, os criminosos agiram de forma extremamente coordenada. Primeiramente, eles utilizaram um dispositivo eletrônico capaz de abrir o portão da garagem sem qualquer sinal de arrombamento. Em seguida, destravaram o veículo, deram partida e saíram tranquilamente do local.
O crime ocorreu em outubro, na Rua do Ouro, bairro Serra, na região Centro-Sul da capital. Vale destacar que todo o furto aconteceu sem acionar qualquer tipo de alarme, o que evidencia o alto nível de sofisticação dos equipamentos usados pela dupla.
Quadrilha interestadual e bem estruturada
Além disso, as investigações apontam que a quadrilha não limita sua atuação a Minas Gerais. Conforme explicou o delegado Roberto Veran, o grupo escolhe caminhonetes justamente porque esses veículos possuem alto valor no mercado clandestino e são muito procurados para desmanche ou revenda ilegal.
Ainda segundo o delegado, outros integrantes já foram identificados e estão sendo monitorados. Portanto, a Polícia Civil acredita que novas prisões devem acontecer nos próximos dias, à medida que o cerco se fecha contra o restante da organização criminosa.
Veículos desaparecem rumo à fronteira
Por enquanto, a caminhonete furtada em outubro ainda não foi localizada. No entanto, as autoridades trabalham com uma hipótese bastante consistente: os veículos roubados são rapidamente levados para outros estados ou, em muitos casos, para países vizinhos como Bolívia e Paraguai.
Para reforçar essa linha de investigação, dados da Polícia Rodoviária Federal indicam que, somente em 2024, mais de 30% dos veículos roubados em Minas foram recuperados nas proximidades das fronteiras. Isso demonstra que o tráfico internacional de veículos segue ativo e organizado.
Perguntas frequentes
Utilizaram um dispositivo eletrônico que simula o sinal do controle remoto.
Porque têm alto valor de mercado, são robustas e fáceis de revender no mercado clandestino.
Muitos seguem para desmanches ou cruzam a fronteira em direção à Bolívia e ao Paraguai.



