O jornalista Daniel Trindade admitiu ter “caído na provocação” do vereador e advogado Marcus Vinicius (PSDB) — apelidado de “Advogado Ostentação” — após o episódio de agressão registrado na noite de segunda-feira (6 de outubro), em Sinop (500 km de Cuiabá). Em vídeo publicado nas redes sociais, Daniel pediu desculpas públicas e reconheceu que “nada justifica o que aconteceu”, assumindo que perdeu o controle durante a discussão.
“O vereador veio com o celular me provocando, e eu acabei caindo na provocação. Errei. Peço desculpas à população e aos colegas jornalistas”, declarou o comunicador, em tom de arrependimento.
Agressão ocorreu após denúncia de propina na Câmara de Sinop
A confusão começou durante a sessão plenária da Câmara Municipal de Sinop, quando Marcus Vinicius acusou Daniel Trindade de oferecer propina e cargos em nome da Prefeitura. Segundo o vereador, o jornalista teria feito a proposta para garantir apoio político ao prefeito Roberto Dorner (PL).
O parlamentar exibiu um áudio com a suposta negociação e afirmou que Daniel “atuava como intermediário do Executivo”. Durante o discurso, Marcus provocou o jornalista, que estava presente no local. Minutos depois, as câmeras da Casa registraram o momento em que Daniel parte para cima do vereador, iniciando uma briga dentro do plenário.
A pancadaria terminou na Delegacia da Polícia Civil, onde Marcus Vinicius registrou boletim de ocorrência por agressão. O vereador deixou o local com um corte na cabeça e o rosto ensanguentado.
Daniel pede desculpas e diz que responderá por seus atos
Após o caso ganhar repercussão nas redes sociais, Daniel Trindade publicou um novo vídeo reforçando o pedido de desculpas. O jornalista afirmou que responderá judicialmente pelo ato, mas voltou a criticar o comportamento do vereador.
“Eu não deveria ter baixado o nível. Ele costuma perseguir e ameaçar as pessoas, e eu errei ao reagir. Como ser humano, há momentos em que a gente perde o controle, mas eu assumo o erro e peço perdão novamente”, afirmou.
A Polícia Civil de Sinop abriu inquérito para apurar as duas frentes do caso: a agressão física e a acusação de corrupção ativa. Fontes da Câmara Municipal informam que o episódio também será analisado pelo Conselho de Ética, devido à gravidade da denúncia.
Perguntas frequentes
Ele afirmou ter “caído na provocação” do vereador, que o acusou publicamente de oferecer propina em nome da Prefeitura.
Durante a sessão, ele exibiu um áudio e o chamou de “jornalista que oferece propina”, o que gerou a reação violenta.
Ele responderá judicialmente pela agressão, e a Polícia Civil investiga tanto o ataque quanto as denúncias de corrupção.







