Nesta sexta-feira, 17 de maio, os professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) estão se reunindo para deliberar sobre uma possível greve. A assembleia geral, convocada pela Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat), ocorre em um momento de intensificação dos movimentos grevistas em universidades federais de todo o país.
Via VGN
Os docentes da UFMT já haviam aprovado um indicativo de greve em reuniões anteriores, motivados pela defasagem salarial acumulada e a falta de avanços nas negociações com o governo federal. Desde o ano passado, a categoria vem tentando negociar um reajuste salarial, alegando uma defasagem de cerca de 50% em seus vencimentos.
Além da questão salarial, os professores também protestam contra a PEC 32, proposta ainda no governo Bolsonaro, que impõe novas regras para a contratação e avaliação de servidores públicos. A categoria considera a PEC prejudicial ao funcionalismo público, destacando que ela promove a precarização das condições de trabalho e desvaloriza os servidores.
A mobilização na UFMT faz parte de um movimento nacional que inclui outras universidades federais e institutos federais de ensino, muitos dos quais também estão em processo de deliberação sobre a adesão à greve. A Andes-SN, sindicato nacional dos docentes, tem coordenado as ações e negociações em nível federal.
A greve, caso aprovada, se somará à paralisação já em curso dos técnicos administrativos da UFMT, que também reivindicam melhores condições de trabalho e reajuste salarial. Desde o início da paralisação dos técnicos, a instituição opera com 30% de sua capacidade.
Os resultados da reunião de hoje serão cruciais para determinar os próximos passos dos professores da UFMT. Se decidirem pela greve, a universidade enfrentará um período de incertezas e desafios, impactando diretamente as atividades acadêmicas e administrativas da instituição.







