Na terça-feira (30), o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), campus Cuiabá – Cel. Octayde Jorge da Silva, afastou um professor de Educação Física após estudantes denunciarem assédio sexual. O caso ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo nas redes sociais, no qual o docente aparece observando alunas em atividades na piscina de forma suspeita. O registro ajudou a fortalecer os relatos das vítimas e impulsionou as investigações, que continuam em andamento.
Acusações de assédio sexual
O professor enfrenta acusações de comportamentos constrangedores e atitudes inadequadas durante as aulas, com 24 adolescentes relatando observações impertinentes e desconfortáveis. Alguns alunos testemunharam e registraram as ações do docente, ampliando o número de vítimas. Diante da gravidade das acusações, os pais das estudantes pressionaram a instituição e as autoridades a tomarem providências imediatas. A Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) e a Polícia Federal abriram um inquérito para apurar as denúncias.
Em resposta ao caso, o IFMT instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), afastando o professor até a conclusão das investigações. A instituição também se comprometeu a colaborar integralmente com a apuração.
A resposta do IFMT
O IFMT expressou apoio às vítimas e suas famílias por meio de uma nota oficial. A instituição reforçou seu compromisso com a criação de um ambiente seguro e destacou que intensificou suas ações de conscientização e prevenção ao assédio desde 2024. Com campanhas educativas e capacitações, a instituição visa sensibilizar servidores e estudantes sobre os riscos do assédio e a importância de combater tais práticas.
O IFMT garantiu que está reforçando os canais institucionais de denúncia para garantir que situações como essa sejam identificadas rapidamente e tratadas com a devida seriedade. A instituição reafirmou sua determinação em responsabilizar o professor caso as investigações confirmem as acusações.
Perguntas frequentes
O afastamento ocorreu após denúncias de assédio sexual feitas por ao menos 24 alunas.
O vídeo mostrou o professor observando alunas na piscina, o que reforçou as acusações feitas pelas vítimas.
O IFMT instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e afastou o professor até a conclusão das investigações.





