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A Justiça manteve presa a mulher suspeita de matar o jornalista Delson Carlos durante audiência de custódia realizada no sábado (25), em Goiânia (GO). A decisão converteu a prisão em flagrante de Renata Oliveira em prisão preventiva. Em depoimento, a investigada afirmou que não usa drogas, consome bebida alcoólica apenas ocasionalmente, não faz tratamento com medicamentos e nunca recebeu diagnóstico de transtornos psicológicos ou psiquiátricos. A Polícia Civil de Goiás investiga o homicídio ocorrido na sexta-feira (24), dentro do apartamento onde Delson morava. Segundo a apuração, o jornalista, Renata, a companheira dela e o marido da vítima consumiam bebidas alcoólicas quando uma discussão terminou em um ataque com faca.
Polícia ainda apura motivação do crime
A Polícia Civil instaurou um inquérito para esclarecer a dinâmica dos fatos e identificar o que motivou a briga. Até o momento, os investigadores não divulgaram a causa do desentendimento nem as circunstâncias que levaram ao ataque. Testemunhas informaram que a companheira de Renata sofreu um ferimento no ombro durante a confusão. Além disso, o cachorro de Delson também recebeu um golpe de faca, conforme os relatos reunidos pela investigação.
Suspeita resistiu após o crime
Depois do crime, Renata permaneceu dentro do apartamento e recusou deixar o imóvel. Diante da situação, equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) entraram no local para realizar o resgate. Segundo a ocorrência, os policiais encontraram a suspeita com sinais de alteração psicológica. Ela teria se trancado no apartamento e tentado tirar a própria vida. Para concluir a abordagem, os militares utilizaram artefatos de efeito sonoro e uma arma de choque para contê-la.
Investigação reúne novos elementos
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram Delson Carlos e Renata juntos antes do crime, indicando que os dois mantinham uma relação de proximidade. Mesmo assim, a Polícia Civil ainda trabalha para esclarecer como a convivência terminou em violência. Delson Carlos comandava uma coluna social no Diário de Aparecida, editava a Revista Class e o Portal Class News e mantinha forte presença nas redes sociais. Enquanto isso, a defesa da investigada ainda não se manifestou sobre o caso. O inquérito continua em andamento e deve definir a motivação e a responsabilidade pelos fatos apurados.
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