A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 820 kg de agrotóxicos contrabandeados na manhã desta quinta-feira (27), em Sorriso (MT). Os agentes abordaram um caminhão no km 733 da BR-163, às 5h30, e descobriram que as embalagens, aparentemente regulares, escondiam produtos químicos proibidos no Brasil.
PRF apreende 820 kg de agrotóxicos contr4bande4dos durante fiscalização na BR-163 em Sorriso; veja vídeo pic.twitter.com/oHpICbeJnv
— perrenguematogrosso (@perrenguemt) February 27, 2025
A equipe prendeu o motorista e encaminhou a carga ilegal à Delegacia da Polícia Judiciária Civil de Sorriso. A ação reforçou a atuação conjunta entre a PRF, IBAMA e Receita Federal, que monitoram e combatem crimes ambientais e tributários.
Agrotóxicos ilegais ameaçam saúde e meio ambiente
Os agrotóxicos contrabandeados expõem agricultores, consumidores e o meio ambiente a riscos severos. Esses produtos contêm substâncias tóxicas proibidas, que comprometem a qualidade dos alimentos e poluem solos e rios.
Os principais perigos incluem:
- Contaminação ambiental: produtos químicos infiltram no solo e atingem lençóis freáticos.
- Intoxicação de trabalhadores rurais: a manipulação sem controle sanitário causa danos à saúde.
- Resíduos químicos nos alimentos: substâncias ilegais afetam a segurança alimentar.
- Concorrência desleal: produtores que usam produtos irregulares reduzem custos de forma ilícita e prejudicam a economia agrícola.
A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) mantém regras rígidas sobre defensivos agrícolas e restringe substâncias que oferecem riscos comprovados.
BR-163: rota estratégica para o crime organizado
A BR-163, que corta o país de norte a sul, desempenha um papel essencial no escoamento da produção agrícola. No entanto, facções criminosas exploram a rodovia para o contrabando de agrotóxicos, drogas e cigarros.
As autoridades intensificaram operações na região, o que resultou em apreensões frequentes de cargas ilegais e prisões de envolvidos. O governo investiu no reforço do policiamento e na tecnologia de rastreamento de cargas para dificultar a ação de criminosos.
Perguntas frequentes
As autoridades destroem os produtos de forma segura para evitar danos ambientais e riscos à saúde pública.
Produtos sem registro na ANVISA, rótulos em outro idioma ou preços muito abaixo do mercado indicam irregularidade.
O infrator responde por contrabando e crime ambiental, podendo cumprir pena de 2 a 5 anos de prisão.







