Prévia do PIB surpreende com alta de 0,8% e setor agro puxa retomada da economia brasileira

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), conhecido por antecipar tendências do PIB, surpreendeu o mercado com uma alta de 0,8% em abril deste ano, na comparação com março, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (19). O número representa a maior expansão mensal desde novembro de 2024, e sinaliza uma retomada da atividade econômica após uma queda de 0,36% no mês anterior.

A recuperação reflete um movimento mais consistente em setores-chave da economia, como o agronegócio, a indústria e os serviços. O desempenho do IBC-Br também fortalece as expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto no segundo trimestre de 2025, cujo resultado oficial será divulgado em agosto pelo IBGE.

Agronegócio mantém liderança no crescimento

Com um crescimento expressivo de 7,19%, o setor agropecuário segue como protagonista da retomada. A produção de grãos, aliada ao bom desempenho das exportações e à alta na produtividade das lavouras, ajudou a impulsionar a atividade econômica no campo. Esse resultado também está alinhado com o aumento da demanda internacional por commodities brasileiras, especialmente soja, milho e carne bovina.

A força do agro tem se mostrado fundamental para o equilíbrio das contas externas e para a geração de empregos em regiões do interior do país. Além disso, o setor serve como amortecedor diante de oscilações em outros segmentos da economia.

Indústria e serviços mostram fôlego moderado

A indústria registrou alta de 3,23% em abril, indicando uma retomada após meses de oscilação. Especialistas apontam que, apesar da recuperação, o setor ainda sente os efeitos de juros elevados e da demanda interna mais cautelosa. O setor de serviços, por sua vez, cresceu 3,90%, impulsionado principalmente por atividades ligadas ao consumo das famílias e ao turismo.

A combinação desses setores com o avanço de 5,45% nos impostos agregados à atividade econômica mostra que há um reaquecimento gradual da economia, mesmo que com ritmos distintos entre os setores.

Sinais positivos, mas com ritmo moderado

Embora o resultado de abril tenha superado as expectativas, analistas avaliam que o ritmo de crescimento ainda exige cautela. No trimestre encerrado em abril, a alta foi de 1,29%, o que revela um cenário de expansão, mas com intensidade moderada. Para o segundo semestre, a expectativa gira em torno do impacto de políticas monetárias, da inflação e de eventuais instabilidades fiscais.

O IBC-Br não substitui o PIB oficial do IBGE, mas funciona como termômetro de curto prazo, sendo amplamente utilizado por analistas, investidores e autoridades econômicas na formulação de políticas públicas e projeções de mercado.

Três perguntas para entender o impacto da alta no IBC-Br

O que significa a alta de 0,8% no IBC-Br?

Indica que a economia brasileira teve recuperação parcial e voltou a crescer após a queda de março.

Quais setores mais contribuíram para o crescimento?

Principalmente o agronegócio, seguido pela indústria e pelos serviços.

Esse resultado antecipa um bom PIB no segundo trimestre?

Sim, o desempenho positivo do IBC-Br aumenta as chances de um resultado favorável no PIB oficial.

Fabíola Maria Costa Silva

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