A Polícia Civil investiga o assassinato do gari Laudemir Fernandes, de 44 anos, no bairro Vista Alegre, região Oeste de Belo Horizonte. Entretanto, vídeos obtidos pela Itatiaia nesta segunda-feira (18) mostram que o executivo René da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, continuou sua rotina diária normalmente mesmo após o crime. Além disso, as autoridades afirmam que as provas contra René são “irrefutáveis”.
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— Perrengue2 (@perrengue2025) August 18, 2025
Movimentos suspeitos registrados em vídeo
Primeiramente, a câmera de segurança do condomínio de luxo em Nova Lima, Grande BH, registrou René às 13h40 mexendo na mochila, retirando a arma e recolocando-a. Em seguida, ele passeou com os cachorros quase uma hora depois. Posteriormente, René frequentou a academia no bairro Estoril, na região Oeste de BH, onde a Polícia Militar realizou sua prisão. O delegado Evandro Radaelli explicou que a polícia encontrou a mesma arma na casa do suspeito, o que reforça a conexão entre os registros e o crime.
Mantendo rotina profissional após o crime
Além disso, René compareceu normalmente ao trabalho em Betim, na empresa do ramo alimentício onde atuava como executivo. A Polícia Civil analisou imagens internas e constatou que ele manteve postura e comportamento típicos, sem demonstrar sinais de estresse ou nervosismo. Dessa forma, os investigadores destacam que suas ações reforçam a frieza do suspeito diante do homicídio.
Arma registrada em nome da delegada
Por outro lado, exames periciais confirmaram que a arma utilizada pertence à esposa de René, a delegada Ana Paula Balbino. Consequentemente, a Corregedoria da Polícia Civil abriu investigação para apurar responsabilidades, embora até o momento não tenha encontrado indícios de envolvimento direto da delegada no homicídio. Assim, o caso chama atenção para a complexidade de situações em que relações familiares se sobrepõem a funções policiais, exigindo investigação criteriosa.
Negativa durante a audiência de custódia
Durante a audiência de custódia, que converteu a prisão em flagrante em preventiva, René negou ter efetuado o disparo que matou Laudemir Fernandes. Apesar disso, as provas, especialmente os vídeos, mantêm a investigação concentrada no executivo e servem como base para decisões judiciais futuras. Portanto, o caso gera debates sobre comportamento humano após crimes e expõe dilemas éticos quando membros de instituições de segurança têm vínculos familiares com suspeitos.
Perguntas frequentes
Embora as câmeras registrassem ações normais, a polícia analisa cada detalhe de horários e movimentos.
A delegada pode responder a processo administrativo, mas não há provas de participação direta no homicídio.
O crime gera medo, desconfiança e debates sobre segurança e vigilância urbana em áreas residenciais.




