O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), gerou polêmica ao sugerir a instalação de câmeras para monitorar não apenas policiais, mas também políticos, juízes, desembargadores e membros do Ministério Público. A declaração foi feita durante um debate sobre o uso de câmeras em fardas policiais. Para justificar sua posição, Mendes mencionou casos envolvendo suposta venda de sentenças no Judiciário, argumentando que a medida deveria ser ampliada a todos os agentes públicos.
“Se vamos instalar câmeras porque 1% ou 2% cometem algo errado, então deveríamos colocar câmeras em todos para vigiar todo mundo. Tem juiz vendendo sentença, tem desembargador vendendo sentença”, declarou o governador.
Presidente do TJMT responde com críticas à postura de Mendes
Em reação às declarações, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira, repudiou a fala do governador. Segundo o magistrado, qualquer agente político, independentemente de sua esfera de atuação, deve se expressar com responsabilidade e equilíbrio, o que, para ele, não aconteceu neste caso.
“O agente político deve sempre se pronunciar com esmero e equilíbrio, diferentemente do lamentável episódio protagonizado pelo governador”, afirmou Zuquim em nota oficial. Dessa forma, o presidente do TJMT enfatizou que a declaração não condiz com o que se espera de um chefe do Executivo.
Judiciário defende sua honra e pede respeito institucional
Além disso, José Zuquim destacou que questionar publicamente a honestidade e a honra dos membros do Judiciário compromete a relação entre os Poderes e enfraquece a confiança da população nas instituições democráticas. Para ele, um debate dessa magnitude exige um diálogo construtivo e respeitoso, algo que, na sua visão, não ocorreu durante a declaração de Mendes.
Polêmica reacende discussão sobre transparência no setor público
Por fim, o episódio amplia o debate sobre transparência e fiscalização nos setores público e judiciário. Enquanto Mauro Mendes defendeu sua posição como uma forma de controle institucional, o TJMT insistiu na importância de proteger a integridade e a credibilidade das instituições. Assim, o caso ressalta a necessidade de diálogo equilibrado entre os Poderes para garantir a confiança da sociedade no sistema democrático.
Perguntas frequentes
O presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, repudiou as declarações de Mauro Mendes porque considerou que o governador, ao sugerir a instalação de câmeras para monitorar juízes e desembargadores, questionou a honra e a honestidade do Judiciário.
Mauro Mendes defendeu que, se o objetivo das câmeras em fardas policiais é fiscalizar possíveis irregularidades, a medida deveria ser ampliada a todos os agentes públicos, incluindo juízes, desembargadores, políticos e membros do Ministério Público. Ele usou como exemplo casos de venda de sentenças para justificar sua sugestão.
A polêmica evidenciou tensões entre o Executivo e o Judiciário de Mato Grosso. Segundo o presidente do TJMT, declarações como a de Mauro Mendes comprometem a relação entre os Poderes e enfraquecem a confiança da sociedade nas instituições democráticas. O episódio reforça a importância de um diálogo respeitoso para preservar a integridade institucional.







