O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, defendeu com firmeza a implantação da Ferrogrão como uma alternativa fundamental para melhorar a logística e impulsionar a competitividade da produção mato-grossense. A declaração aconteceu durante sua participação no podcast Apro360, publicado esta semana.
De acordo com Russi, o estado não pode mais depender exclusivamente do transporte rodoviário, que enfrenta gargalos históricos, gera altos custos e impacta diretamente na competitividade dos produtos agrícolas no mercado nacional e internacional.
Ferrogrão pode revolucionar o transporte de grãos
Ao longo da conversa, Max Russi destacou que a Ferrogrão representa muito mais que um modal de transporte. O projeto surge como uma alternativa viável para reduzir custos logísticos, diminuir o desgaste das rodovias e melhorar a eficiência no escoamento da produção. A Ferrogrão vai ligar Sinop (MT) a Miritituba (PA) e será um dos principais corredores de exportação. Russi afirmou que depender das rodovias prejudica o desenvolvimento, com estradas lotadas e custos altos.
Desafios ambientais e jurídicos seguem travando o projeto
Em suma mesmo com os benefícios claros, o parlamentar reconheceu que o avanço da Ferrogrão enfrenta entraves ambientais e disputas judiciais. Grupos ambientalistas questionam o impacto da ferrovia sobre áreas de preservação, especialmente na região da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará. Max Russi defendeu que é possível conciliar desenvolvimento econômico com responsabilidade ambiental, desde que os órgãos competentes conduzam os processos de licenciamento de forma rigorosa, técnica e célere.
Podcast discute soluções para o futuro da agroindústria
O episódio também trouxe reflexões sobre o futuro da logística em Mato Grosso e como projetos estruturantes como a Ferrogrão podem transformar não só o agronegócio, mas também gerar empregos, fomentar a economia local e aliviar a pressão sobre as rodovias estaduais. Por fim Max Russi encerrou reforçando que o estado precisa unir forças políticas e econômicas para destravar a logística, defendendo que a ferrovia é, sim, uma prioridade urgente para o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso.
Perguntas e respostas:
De Sinop (MT) até o porto de Miritituba (PA).
Disputas judiciais e questões ambientais.
Redução dos custos logísticos e melhora no escoamento da produção.



