A polêmica envolvendo o “Prêmio Doença do Trabalhador” gerou forte repercussão em Cuiabá, quando o presidente do Sindicato dos Profissionais de Enfermagem do Estado de Mato Grosso (Sinpen), Djamir Soares, fez duras críticas ao modelo de premiação dos servidores da saúde na capital. Segundo Djamir, o prêmio, que deveria ser voltado para a valorização dos profissionais de saúde, na verdade acaba forçando os trabalhadores a se ausentarem o mínimo possível, mesmo quando estão doentes. A declaração foi feita na tarde desta segunda-feira (13), durante uma Assembleia Geral Extraordinária que ocorreu na Praça Alencastro.
A crítica ao “Prêmio Saúde” e a “cota de faltas”
O “Prêmio Saúde”, como é chamado oficialmente, tem uma regra que limita o número de faltas de cada servidor: o trabalhador só pode faltar por no máximo três dias durante o ano, independentemente das circunstâncias. Caso o funcionário precise de mais tempo de licença médica, ele perde o direito ao prêmio. Djamir Soares ironizou a situação ao denominar o prêmio como “Prêmio Doença do Trabalhador”, criticando a rigidez da política que, segundo ele, obriga os profissionais a trabalharem até mesmo quando estão doentes.
“O trabalhador só pode ter três faltas ao longo de um ano. Se eu der um atestado médico de três dias, pronto, acabou minha cota de atestado para o ano. Então, muitos trabalham doentes”, afirmou o presidente do Sinpen, enfatizando que essa prática é um reflexo da falta de uma política de saúde mais humana e justa para os servidores.
A pressão sobre os profissionais de saúde
A crítica de Djamir Soares toca em um ponto sensível: a sobrecarga de trabalho dos profissionais de saúde. Muitas vezes, esses trabalhadores são forçados a continuar suas funções mesmo quando estão doentes, com medo de perder benefícios importantes, como o prêmio de desempenho. A situação expõe as dificuldades enfrentadas por aqueles que estão na linha de frente no combate à saúde pública, especialmente em tempos de pandemia, quando a pressão sobre os profissionais se torna ainda maior.
O modelo de premiação, que valoriza o desempenho sem considerar a saúde dos trabalhadores, é uma política que causa desconforto entre os servidores. A reunião na Praça Alencastro reuniu dezenas de servidores da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, que manifestaram seu apoio às críticas de Djamir e reivindicaram mudanças na abordagem do prêmio.
O impacto nas condições de trabalho e saúde
Ao abordar a situação, Djamir Soares não apenas criticou o impacto do “Prêmio Saúde” nas condições de trabalho dos servidores, mas também levantou a questão da qualidade de vida dos profissionais da saúde. A exigência de uma alta produtividade, mesmo diante de problemas de saúde, pode levar a um desgaste físico e mental, afetando a qualidade do atendimento prestado à população. Além disso, a falta de uma política mais flexível de licenças médicas pode prejudicar o bem-estar dos trabalhadores a longo prazo, criando um ciclo de exaustão e insatisfação.
Perguntas Frequentes
1. O que é o “Prêmio Saúde” em Cuiabá?
O “Prêmio Saúde” é uma premiação oferecida aos servidores da Secretaria Municipal de Saúde, mas com a condição de que os trabalhadores não faltem mais de três dias ao longo do ano, mesmo em caso de atestado médico.
2. Por que o presidente do Sinpen chamou o prêmio de “Prêmio Doença do Trabalhador”?
Djamir Soares usou esse termo para criticar a rigidez da política de faltas, que obriga os trabalhadores a se ausentarem o mínimo possível, até mesmo quando estão doentes, para não perderem o prêmio.
3. O que os servidores da saúde em Cuiabá estão pedindo em relação ao prêmio?
Os servidores querem uma revisão da política de faltas, com mais flexibilidade para que possam cuidar da saúde sem ser penalizados, garantindo melhor qualidade de vida e atendimento ao público.









