O prefeito Abilio Brunini (PL) confirmou o fim das “emendas de feriado” nas escolas públicas de Cuiabá, medida que já começa a valer neste semestre. O objetivo da gestão é acabar com as suspensões de aulas em dias úteis que ocorriam por conta de feriados em quintas ou terças-feiras, estendendo o recesso dos servidores. A mudança vem após o cancelamento de aulas na véspera da Sexta-feira da Paixão. A atitude de algumas escolas teria desagradado profundamente o prefeito, que respondeu com uma decisão abrangente: se o comércio estiver aberto no dia útil após um feriado, as escolas também terão expediente normal.
Impacto direto na rotina escolar e na economia
Com a nova diretriz, escolas devem ajustar seus planejamentos pedagógicos, o que impacta diretamente alunos, pais e profissionais da educação. Abilio argumenta que não pode permitir que o servidor público usufrua de “privilégios” que a maioria dos trabalhadores da rede privada não tem. A medida, segundo ele, corrige uma distorção na relação entre serviço público e economia real. Nos bastidores da política local, analistas veem a decisão como um aceno à classe média e ao eleitorado antiprivilégios, uma das bases que apoiam o discurso liberal do prefeito.
Professores e sindicatos devem reagir
Embora ainda não se manifestaram publicamente, sindicatos e representantes dos trabalhadores da educação já articulam reuniões para discutir a decisão. Alguns consideram a mudança uma tentativa de desvalorizar o trabalho docente e afirmam que o calendário escolar já ajusta os 200 dias letivos exigidos por lei.
PERGUNTAS E RESPOSTAS
A suspensão das aulas na véspera da Sexta-feira da Paixão foi o estopim para a decisão.
Sim, sempre que o comércio funcionar normalmente após um feriado, as escolas também terão aula.
A princípio, a medida se aplica à rede municipal de educação como um todo, incluindo o corpo docente e administrativo.



