Prefeito de Cuiabá vira “agente de trânsito” após ônibus quebrar no centro; veja vídeo

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O prefeito Abilio Brunini (PL) foi flagrado nesta segunda-feira (6) ajudando a organizar o trânsito após um ônibus quebrar na Avenida Getúlio Vargas, na região central de Cuiabá. A pane deixou o veículo parado em uma das faixas e causou congestionamento no local. Enquanto aguardava o reboque, o prefeito saiu do gabinete e auxiliou na sinalização do tráfego.

O episódio causou surpresa entre motoristas e pedestres, e movimentou as redes sociais, que divulgaram fotos e vídeos da ação espontânea do chefe do Executivo municipal.

Uma atitude fora do normal — e por que chamou atenção

Não é comum ver prefeitos atuando diretamente em casos emergenciais de trânsito. A atitude de Brunini destoou da rotina política institucional e ganhou repercussão justamente por mostrar proximidade e ação direta.

Ainda assim, críticos questionam o simbolismo: muitos perguntam se esse tipo de intervenção reforça expectativas de ações emergenciais constantes, em vez de melhorias estruturais duradouras.

O veículo que quebrou fazia a linha 308 e estava em frente ao terminal da Praça Alencastro, bloqueando parcialmente o fluxo de ônibus em horário de pico. Em meio ao calor intenso, usuários do transporte coletivo enfrentaram dificuldades para embarcar e desembarcar sob sol e calor.

Desdobramentos no trânsito e mobilidade

Enquanto Brunini orientava motoristas, equipes da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) foram acionadas para controlar o tráfego e agilizar o reboque. A intervenção do prefeito ajudou a evitar que o congestionamento se agravasse ainda mais.

A mobilidade urbana é tema recorrente na gestão municipal. Dentro desse contexto, esse episódio reforça uma mensagem: transtornos no trânsito geram visibilidade rápida, e governantes são pressionados a responder. É uma chamada para que o município invista em manutenção, rotas alternativas e melhorias no transporte coletivo.

Entre elogios e críticas, o que fica para a gestão?

Nas redes sociais, a ação foi recebida com elogios por alguns moradores: “trabalho de quem comanda”, comentou um. Outros, no entanto, apontaram que gestos isolados não substituem políticas públicas consistentes para trânsito.

Para o prefeito, o momento serviu como demonstração de presença e proatividade. Mas, para a gestão, o desafio real está em promover repostas duradouras — sinalização adequada, fiscalização do transporte coletivo, preparo para panes e sistema de reboque rápido.

O episódio é simbólico: lembra que até o líder máximo do município pode se envolver nas pequenas urgências do dia a dia. Mas também coloca um alerta sobre expectativas de ação imediata que extrapolam o papel institucional.

Perguntas e respostas

Um prefeito deve intervir assim no trânsito?

Só em casos emergenciais — não virou dever institucional.

A ação melhora a percepção pública dele?

Sim, pode reforçar imagem de presença, mas não substitui entrega.

Isso diminui a responsabilidade da mobilidade urbana local?

Não — melhorias estruturais continuam fundamentais.

Fabíola Maria Costa Silva

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