A prisão do prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, ocorreu na manhã de 3 de setembro de 2024, durante a segunda fase da “Operação Caronte”. O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e o Grupo Especial Anticorrupção (Geac) lideraram a ação, que investiga fraudes licitatórias e corrupção envolvendo concessões de serviços funerários na cidade. Além de Salvaro, as autoridades prenderam outras nove pessoas, entre servidores públicos e empresários.
Detalhes da operação caronte
A Operação Caronte, iniciada em agosto de 2024, tem como objetivo combater uma organização criminosa que manipulava licitações para serviços funerários em Criciúma. Na primeira fase da operação, sete pessoas já haviam sido presas, incluindo o ex-secretário de Assistência Social de Criciúma. Com a prisão de Salvaro e outros investigados na segunda fase, o total de detidos chegou a 17.
As investigações do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) revelaram um esquema de fraudes licitatórias, corrupção e crimes econômicos, todos relacionados à concessão de serviços funerários na cidade. Então, o Gaeco e o Geac cumpriram mandados de prisão e busca e apreensão em várias cidades de Santa Catarina, como Florianópolis, Jaraguá do Sul e São José.
Clésio Salvaro e controvérsias anteriores
Clésio Salvaro, embora seja conhecido por sua gestão política, já havia se envolvido em polêmicas antes de sua prisão. Em 2017, Salvaro demitiu um professor por ser gay, justificando que “não tolerava viadagem”. A atitude provocou indignação em nível nacional, reforçando a imagem de um político conservador e avesso a temas progressistas. Além disso, ele já havia causado controvérsias ao impedir a realização de um show da banda Planet Hemp em Criciúma, alegando que o evento não correspondia aos “valores da cidade”.
Desdobramentos legais e defesa
Após a prisão, as autoridades submeteram o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, e os demais detidos a exames de corpo de delito e os encaminharam ao sistema prisional. Os suspeitos aguardam agora as audiências de custódia, que definirão os próximos passos do processo. Enquanto isso, a defesa de Clésio Salvaro se manifestou, alegando que a prisão possui motivação política. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Salvaro negou envolvimento no esquema de corrupção, posicionando-se como vítima de uma perseguição política.
A administração municipal de Criciúma, por sua vez, divulgou uma nota afirmando estar ciente da prisão e investigando a situação para tomar as medidas adequadas. Assim, a continuidade da operação pode resultar em mais prisões e revelações sobre a profundidade do esquema de corrupção investigado.







